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Esta sexta-feira, no debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, no Parlamento, Luís Montenegro começou por lembrar que Portugal conhece com os governos AD seis descidas do IRS e no IRS Jovem. “Tomámos posse pela primeira vez há 920 dias. São 920 dias sem um único imposto a aumentar”, afirmou.
Desafiando o líder do PCP a encontrar outro período desta dimensão em democracia sem que os impostos tenham tido qualquer subida, o Primeiro-Ministro precisou que já foram devolvidos cerca de “5,2 mil milhões de euros” aos contribuintes e referiu que os rendimentos dos portugueses cresceram cerca 15% nos últimos dois anos, valor equivalente a “mais dois salários mínimos para cada trabalhador”.
O Primeiro-Ministro destacou ainda que os lucros extraordinários na energia e combustíveis serão taxados. “Aqueles que têm um lucro extraordinário fruto do preço dos combustíveis terão uma contribuição extraordinária” na área da energia e dos combustíveis, apontou, acrescentando que existe uma proposta que está em discussão neste sentido no Parlamento.
Luís Montenegro questionou se Paulo Raimundo estava “contente com a política de habitação dos governos que apoiou", nomeadamente os Executivos liderados por António Costa, conhecidos por "geringonça".
O Primeiro-Ministro criticou igualmente o líder do Chega, por viver “para as manchetes e das manchetes”. “A sua política para Portugal começa e acaba nas manchetes dos jornais. Nós vivemos noutra dimensão, que é a da resolução dos problemas das pessoas. Na dança das manchetes é exímio. Por isso é que depois não consegue concretizar muito do que diz”, acusou.
Sobre a proposta de diminuir o IVA sobre os combustíveis, Luís Montenegro interrogou se a medida de André Ventura teria um efeito mais positivo que as adotadas pelo Governo até agora. “O senhor deputado quer dizer que a sua proposta de diminuição do IVA dos combustíveis supera o efeito concreto do desconto de 23 cêntimos? O senhor deputado não tem razão”, assinalou.
Em resposta a uma pergunta do Secretário-geral do PS, sobre a lei das rendas Montenegro reafirmou que o Governo está disponível para a negociação desde que haja acordo sobre os “pressupostos”. “Na área da habitação, o PS não tem a mínima autoridade. Todos os constrangimentos que Portugal vive hoje em matéria de Habitação são mais agravados por via das políticas do PS”, frisou.
De acordo com o Primeiro-Ministro, graças às medidas do Governo cerca de 120 mil jovens puderam comprar casa e os apoios às rendas têm hoje mais beneficiários. Além disso, a oferta está a aumentar, porque duplicou o objetivo de construção de casas: “Deixaram [os governos do PS] financiamento para 16 mil e nós aumentámos o objetivo para 59 mil”.
Hugo Soares: há uma “verdadeira mudança de paradigma” com o atual Governo
O Presidente do Grupo Parlamentar do PSD tomou a palavra no início do debate quinzenal para lembrar precisamente a participação do PCP no governo da geringonça.
Hugo Soares enalteceu a “verdadeira transformação e mudança de paradigma” do atual Governo, com “níveis históricos de desemprego” e crescimento económico acima da zona euro e a apresentação de três Orçamentos do Estado sem “aumentar um único imposto”.
Hugo Soares defendeu que o caminho para enfrentar o custo de vida é “devolver rendimentos às famílias” e não “esbanjar todos os recursos públicos a baixar impostos sobre os combustíveis”.
“Enquanto o Chega escolhe fazer política para os ‘TikToks’, enquanto o PS continua a escolher fazer política para as sondagens, nesta bancada nós vamos continuar a fazer política para resolver os problemas concretos das vidas das pessoas”, referiu.
Após o debate quinzenal, Luís Montenegro respondeu aos deputados, sobre o Conselho Europeu que decorre na próxima semana em Bruxelas.