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Luís Montenegro criticou os “equívocos” e o “imobilismo” do partido Livre, reafirmando que o centro da ação do Governo são as pessoas e as empresas. “Diz que o Primeiro-Ministro está a fazer uma coisa que as sondagens dizem que devia fazer ao contrário: o Governo não governa a pensar em sondagens, mas no país, na vida das pessoas, empresas, competitividade e produtividade do país”, declarou.
Esta quarta-feira, no debate quinzenal, no Parlamento, o Primeiro-Ministro recordou os 10 meses de negociação da legislação laboral em sede de concertação social.
Acusando o Livre de “imobilismo”, força política que “se queixa de excesso de precariedade, mas não está disponível para encontrar soluções para mudar, quer que fique tudo na mesma”, Luís Montenegro falou sobre “o conjunto de alterações à lei do trabalho”, que oferece “condições para que as pessoas sejam mais produtivas, tenham melhores salários e possam ter sucesso nos seus projetos de vida”.
A esse propósito, destacou algumas propostas: “reforço de licenças parentais, mais conciliação entre a vida familiar e profissional, aumento das compensações, flexibilidade nos regimes e local de trabalho, mais contratação coletiva, serviços mínimos reforçados são as principais alterações”.
Sobre o combate aos fogos florestais, o Primeiro-Ministro revelou que mais de 1.500 operacionais estão no terreno desde o dia 13 de abril e que o Governo está em contacto com diversas autoridades para preparar este período crítico.
“O Governo constituiu um Comando Integrado de Prevenção e Operações que está a funcionar precisamente em Leiria e que terei a ocasião de visitar ainda esta semana. Neste momento, desde o dia 13 de abril, estão no terreno mais de 1.500 operacionais”, precisou.
O Primeiro-Ministro adiantou ainda que foram assinados contratos com 26 municípios, e que já mais de quinze mil quilómetros de estrada foram desobstruídos. “Estamos até o momento em contacto direto com as autoridades locais de Proteção Civil, com o Comando Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com o ICNF, com a AGIF, com a GNR, com o Estado-Maior General das Forças Armadas e com a Liga dos Bombeiros Portugueses, em conjunto com os municípios, para termos a resposta no terreno já”, garantiu.
Neste debate, o Presidente do Grupo Parlamentar do PSD estranhou a intervenção da líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes. “Encheu-me de estupefação ouvir um partido da extrema-esquerda portuguesa dizer que nós sociais-democratas não ouvimos o Papa, que eles é que ouvem, é o mundo ao contrário”, apontou.
Hugo Soares acusou ainda a oposição de se parecer com “personagens de banda desenhada”. “André Ventura faz-me lembrar o Lucky Luke e José Luís Carneiro, o Speedy Gonzales. É tal a pressa como disparam, a forma rápida como vivem da espuma dos dias”, disse.
O líder parlamentar social-democrata enumerou algumas medidas aprovadas pelo Executivo, como a redução nos preços dos combustíveis, a reforma do Tribunal de Contas, o avanço na privatização da TAP, “depois dos milhões que o PS enterrou” na companhia aérea, e os apoios aos agricultores no pós-tempestades.