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Este domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Luís Montenegro sublinhou que a educação vai continuar a estar no centro da ação política do Governo, enalteceu o trabalho feito até agora nesta área e, a propósito do processo dos exames nacionais, agradeceu o empenho de toda a comunidade escolar na resolução dos problemas. “Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. Para nós, não mudar não é uma opção e, por isso, sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes de levar este processo de digitalização por diante”, salientou.
O Primeiro-Ministro aproveitou para agradecer o empenho de toda a comunidade escolar e a compreensão de alunos e famílias. “Quero agradecer a todos os diretores, a todos os professores classificadores e relatores, aos técnicos, a toda a comunidade escolar, cujo empenho foi de facto essencial para mantermos a tranquilidade e também acreditarmos que os bons resultados eram passíveis de ser alcançados. Obviamente, também com a compreensão dos alunos e das suas famílias”, afirmou.
Luís Montenegro recordou que uma das primeiras decisões enquanto Primeiro-Ministro foi iniciar o processo de recuperação do tempo de serviço dos professores, no âmbito do qual 91.534 docentes já progrediram de escalão pelo menos uma vez. “A recuperação total desse tempo estará concluída em junho de 2027 e representa um investimento anual de 300 milhões de euros”, realçou.
O novo modelo de ação social escolar, o investimento no ensino profissional, a aposta na modernização de equipamentos com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Banco Europeu de Investimento e o aumento do número de alunos colocados no ensino superior público, que aumentou 14% em relação ao ano passado, foram outras das medidas destacadas.
Perante os alunos da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, que decorreu entre segunda-feira e domingo, em Castelo de Vide, o Presidente do PSD anunciou a criação de uma nova Universidade de Bragança e do Norte Interior e um novo regime de autonomia e governação das escolas, “com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas”.
O Primeiro-Ministro revelou que o Governo irá também “dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações”, bem como “equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores”.
“E vamos criar uma nova universidade: a Universidade de Bragança e do Norte Interior, que vai ser o culminar do processo de transformação da Universidade Politécnica de Bragança”, disse.
O chefe do Governo declarou que o Executivo irá aprovar em breve “uma nova lei da ciência e inovação”, visando estabelecer “um novo ecossistema em Portugal que possa ser uma referência na Europa e no mundo”.
“Também vamos ter uma discussão sobre as prioridades de investigação e inovação, porque naturalmente nós não podemos querer ser competitivos em tudo. Também há uma grande ligação da economia à inovação, para podermos ter apostas estratégicas em setores do conhecimento, que depois também são setores económicos, onde possamos ser mais competitivos”, apontou.