Vamos continuar a reformar o País e construir uma década de desenvolvimento para Portugal

15 de agosto de 2026
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Luís Montenegro, Presidente do PSD, garante que o Governo está “para durar” e o seu foco é trabalhar pelos portugueses, para gerar uma década de desenvolvimento para Portugal, tal como fez Aníbal Cavaco Silva.
Esta sexta-feira, na festa do Pontal, no Calçadão del Quarteira, em Loulé, o líder social-democrata fez, numa intervenção de cerca de 50 minutos, o balanço das medidas dos Governos do PSD nestes dois anos e apelou à determinação de todos. “Estamos aqui para durar, estamos aqui para trabalhar, estamos aqui para, convosco, construir um grande futuro para Portugal”, enfatizou. 
Na edição comemorativa dos 50 anos do Pontal, o Primeiro-Ministro recordou os governos de  Aníbal Cavaco Silva, que proporcionaram “um ciclo de desenvolvimento maior do que nas outras décadas”. “Essa década foi de 1985 a 1995 e eu quero hoje garantir-vos que quando aqui estivermos para festejar os 60 anos do Pontal, vamos olhar para esses 60 anos e vamos ver duas décadas que se destacam pelo desenvolvimento que deram a Portugal. A década de 1985 a 1995 e a década de 2024 a 2034”, apontou. 
Reconhecendo que subsistem “problemas para resolver”, Luís Montenegro defendeu que é preciso “coragem e ambição para fazer o país crescer”, já que só com crescimento económico se “vai combater a pobreza”. “Cristóvão Norte dizia aqui há pouco que nós não tínhamos maioria absoluta. Dava jeito, mas não é nenhum drama assim nós continuemos a tomar as decisões que são necessárias, assim continuemos a fazer a parte que nos compete”, frisou. 
O Primeiro-Ministro antecipou que Portugal irá “continuar a trajetória descendente” da dívida pública – que é inferior a 90% do PIB – e comprometeu-se a baixar o IRS e valorizar as pensões mais baixas, assim que as finanças públicas o permitam, prometendo não deixar nenhuma “troika”. 
“Tal como no IRS, mal tenhamos a garantia de que as finanças públicas comportam, nós continuaremos esta política de baixa do IRS e de valorização das pensões mais baixas”, comprometeu-se. 
Luís Montenegro aproveitou para voltar a trazer números sobre a descida nos impostos. “Já baixámos quatro vezes o IRS, já devolvemos a quem trabalha 2 mil milhões de euros de impostos que antes de nós cá chegarmos eram cobrados sobre o rendimento do trabalho”, disse.
Além disso, o Primeiro-Ministro anunciou o alargamento do passe ferroviário verde. “Quero-vos dizer, para que não haja dúvidas, este passe ferroviário verde vai também estar disponível a partir, em princípio, já do próximo mês de setembro, para o transporte nas áreas metropolitanas”, assinalou. 
O Primeiro-Ministro sublinhou que vai continuar “a denunciar aquilo que as oposições às vezes decidem contra” a vontade do PSD/CDS-PP, insistindo na ideia de que isso condiciona. “E este Orçamento que estamos a executar este ano tem mil milhões de euros que foram decididos pela oposição e que comprimiram o nosso poder de decisão, mas quero que saibam todos os que aqui estão e os que estão em casa: nós vamos mesmo continuar a reformar o país”, destacou. 
E criticou “uma espécie de censura moderna” em que as pessoas só conhecem as polémicas e os incidentes e o mais importante fica “escondido em notas de rodapé”, defendendo Portugal “com orgulho em si próprio”.  “As transformações não se medem pelo barulho, as transformações não se medem pela gritaria, as transformações medem-se com resultados, foi isso que também vos deixei aqui hoje, resultados, resultados que dizem muito às pessoas”, sublinhou, insistindo que “os portugueses não querem barulho, nem berraria, os portugueses querem decisão, solução e resultado”. 
Na parte final do discurso, o Presidente do PSD salientou que o Governo está “do lado da política que importa, da política que se sente no dia-a-dia, que se sente num hospital ou num centro de saúde, numa escola, que se sente com a melhoria do salário no final do mês, que se sente com a simplificação quando precisamos de uma resposta da administração, que se sente quando precisamos de nos deslocar dentro do nosso território”.


Exposição alusiva aos 50 anos de Pontal
O recinto da festa social-democrata abriu pelas 18h00 e contou com a intervenção em púlpito de Cristóvão Norte, deputado e Presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Faro. A festa deste ano teve, no Calçadão de Quarteira, uma exposição alusiva aos 50 anos do Pontal.
À chegada, Luís Montenegro cumprimentou os militantes presentes, tirou fotografias, recebeu abraços e palavras de incentivo e até provou uma bebida que tinha sido feita especialmente para assinalar os 50 anos desta “festa laranja”.
O Presidente do PSD e o líder da Distrital de Faro do partido distinguiram ainda José Mendes Bota como Presidente honorário do PSD do Algarve.
Mendes Bota agradeceu a distinção e lembrou o percurso marcante do PSD e da Festa do Pontal na região, servindo como ponto de encontro ou como rampa de lançamento para os governos sociais-democratas de dirigentes como Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e Luís Montenegro.