Estado da Nação: o Governo está a cumprir, PS e Chega “rivalizam na irresponsabilidade”

16 de julho de 2026
Grupo Parlamentar debatedoestadodanacao

Na intervenção de abertura do debate sobre o Estado da Nação, esta quinta-feira, o Primeiro-Ministro assegurou que “o Governo está a cumprir o compromisso de trabalhar mais” para que “o país esteja melhor do que no ano passado”. 
Luís Montenegro esteve no Parlamento a “prestar contas” e recordou que “não tem direito ao esquecimento quem agora exige aos outros o que não foi capaz de fazer em oito anos” – numa referência ao PS –, mas também “quem criticou as políticas do passado e vive de alianças com os protagonistas desse passado” – alusão expressa ao Chega.
O Primeiro-Ministro falou sobre “o descontrolo migratório”, que “foi muito maior”, citando os dados do INE, que apontam para um aumento da população para 11,4 milhões de residentes, com 14% de estrangeiros. “Cresceu muito depressa e sem controlo e pior: os governos do PS não prepararam o país para servirem uma população”, apontou. “A pressão acrescida na saúde, habitação e na escola pública é fruto da irresponsabilidade da governação que sucedeu”, acusou, dirigindo-se diretamente a José Luís Carneiro: “O Sr. deputado sabia ou não sabia desta realidade? É que durante os dois últimos anos o PS escondeu o jogo e veio exigir resultados muito difíceis de atingir”. “Onde estava José Luís Carneiro quando os deputados do PS limitavam o completo solidário para idosos? Onde estavam os deputados do PS quando o IRS jovem era apenas para licenciados e mestrandos? Onde estavam quando o passe social dos transportes públicos era apenas para jovens estudantes e não para os que trabalham?”, acrescentou Luís Montenegro. 
Para o Primeiro-Ministro, os líderes do PS e Chega “bem podem rivalizar na irresponsabilidade”. Ainda em relação ao Chega, Luís Montenegro realçou que o Chega “se lançou para os braços do PS” com o intuito de “governar a partir da Assembleia da República em matérias como IRS, propinas, prémio salarial, pensões ou IVA de eletricidade". 
Apesar do oportunismo dos “esquecidos”, "Portugal está a mudar”, considerou Luís Montenegro, censurando as “agendas ideológicas e imobilistas”. “Portugal e os portugueses não querem o regresso de um Estado lento e burocrático, nem a sangria de jovens para o estrangeiro”, nem “idosos mais fragilizados”, nem o “aumento dos impostos”. “Muitos falam de reformas, mas poucos têm coragem de reformar. O Chega e o PS enchem a boca de proclamações, mas praticam a injustiça e a irresponsabilidade social”, declarou. 
Não obstante a conjuntura internacional exigente, a economia está “mais robusta” e cresce “acima da média da União Europeia”, assinalou ainda o Primeiro-Ministro. Além disso, os salários líquidos cresceram em dois anos quase 15%, o risco de pobreza "é o mais baixo em 20 anos" e o Executivo assinou “47 acordos de valorização salarial" com os funcionários públicos, aumentou o complemento solidário para idosos, 20 mil habitações foram entregues no âmbito do programa Construir Portugal e os jovens receberam a garantia pública e isenção no pagamento Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis.