O atual período governativo vai marcar tanto a história de Portugal como os grandes momentos governativos dos nossos 52 anos

6 de maio de 2026
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O Partido Social Democrata assinalou esta quarta-feira, 6 de maio de 2026, o 52.º aniversário, com uma cerimónia alusiva à data, em Lisboa, que contou com a presença de Luís Montenegro e do antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Na Fábrica dos Unicórnios, no Beato, foi ainda homenageada Conceição Monteiro, militante n.º 2. 
Na intervenção perante centenas de militantes, o Presidente do PSD e Primeiro-Ministro reafirmou a determinação o Executivo em reformar o país para responder à vontade popular sufragada em eleições. Luís Montenegro salientou que o Governo defende e promove a “concertação” e que não vai desistir de tornar Portugal mais competitivo. “Sendo este também um Governo de concertação (…) é um Governo que, obviamente, não vai desistir. Obviamente vai continuar concentrado e focado em dar ao país mais instrumentos para o país ser produtivo e competitivo”, afirmou.
O Primeiro-Ministro declarou que o atual período governativo “vai marcar tanto a história de Portugal como os grandes períodos governativos” dos 52 anos do PSD. “Já demos muitas mostras de cedência, muitas mostras de transigência. O que não podemos é ficar reféns da intransigência ou ficar reféns do imobilismo. Para isso, vão contar com um PSD muito ativo, um PSD muito proativo e um PSD muito combativo”, assegurou. 
Luís Montenegro destacou a credibilidade e ambição de Portugal no plano internacional, com uma economia em crescimento, contas públicas positivas e uma juventude altamente qualificada. E partilhou os frutos da deslocação de terça-feira à Alemanha, que incluiu um encontro com o chanceler Friedrich Merz e contacto com uma das principais conferências económico-políticas da Alemanha, que reúne cerca de 3.000 empresários, para defender a imagem de Portugal no estrangeiro. “Em Portugal não se tem a noção exata daquilo que os outros pensam de nós lá fora. Nós valemos muito mais de fora para dentro do que de dentro para dentro ou de dentro para fora. (…)  Não tenho ainda forma de avaliar o efeito concreto, mas não me admiraria que jovens portugueses pudessem vir a ter oportunidades de emprego fruto da expressão daquela confiança”, disse, antecipando novos investimentos em Portugal.
“Eu não sei medir, mas sei dizer-vos, vai haver, está a haver, efeitos muito positivos da imagem que nós temos de Portugal espalhada pela Europa e espalhada pelo mundo”, acrescentou.


Conceição Monteiro é “inseparável da fundação” do PSD
Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a história da fundação do PSD e de Conceição Monteiro são inseparáveis, uma vez que a antiga secretária de Sá Carneiro começou a trabalhar para o partido poucos dias depois de ter sido encontrada a sua primeira sede.
Num discurso centrado nos primórdios históricos do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu Conceição Monteiro como “inseparável da fundação” do então Partido Popular Democrático, o “elemento unificador” de um partido marcado por “grandes debates e grandes clivagens” e “muitas sensibilidades”. “Foi neste cenário que quatro dias depois da abertura, surgiu uma jovem com ar de talentosa”, disse o antigo chefe de Estado, referindo-se a Conceição Monteiro.
Marcelo Rebelo de Sousa disse que “os partidos são feitos de pessoas” e “nas horas más, são muito poucos; nas horas boas, não há lugar para todos; e a Conceição Monteiro esteve lá, foi estando”. 
Conceição Monteiro agradeceu, por sua vez, a homenagem, que lhe deu “um calor no coração que não podem imaginar”, expressou que, não obstante os problemas de saúde, continua a acompanhar todas as intervenções dos membros do PSD. “Nunca pensei dos meus meninos e das minhas meninas uma homenagem desta. Sinto cá dentro um calor tão grande por ainda se lembrarem da velha Conceição Monteiro, com 92 anos. Peço-vos que continuem a trabalhar por este partido porque ele merece. E não o deixem ficar mal. O partido merece o melhor de cada um de nós”, frisou. 
Luís Montenegro exaltou o exemplo de Conceição Monteiro, como símbolo do papel do PSD na transformação de Portugal. “A Conceição Monteiro continua em forma e nós vamos continuar a ser os destinatários da sua mensagem. Esta é a melhor homenagem que lhe podemos fazer”, assinalou Luís Montenegro, que evocou ainda o nome Francisco Pinto Balsemão, militante n.º 1, falecido em outubro de 2025. 
O Presidente do PSD saudou também “o regresso a casa” de Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que contará com ele no partido, e prometeu “continuar a fazer bem” para não desiludir Conceição Monteiro. 
A cerimónia dos 52 anos do PSD terminou com bolo e música no topo de um dos edifícios da Fábrica dos Unicórnios.