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O Governo vai aprovar uma moratória temporária dos créditos às empresas por mais um ano. “Amanhã o Conselho de Ministros irá aprovar uma moratória temporária de créditos às empresas por mais 12 meses", revelou o Primeiro-Ministro, na abertura do debate quinzenal, no Parlamento.
Esta é uma medida que vem na sequência da divulgação pública do programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência". “O PTRR resulta de ampla consulta pública que envolveu o atual e anterior Presidente da República, partidos e mais de 900 contributos de instituições públicas e cidadãos”, assinalou Luís Montenegro no Parlamento, recordando que o PTRR está organizado em 3 pilares, “que se materializam em 96 medidas, com um investimento total (do Estado, de fundos europeus e do setor privado) de 22.600 milhões de euros, até 2034”.
Luís Montenegro frisou que o PTRR se traduz num “investimento na segurança coletiva – na vida das pessoas, na continuidade das empresas e no funcionamento do país”. “Estamos a tornar Portugal mais robusto e mais preparado. Não se trata de gastar, mas investir. Não é manter, mas desenvolver”, explicou.
O Primeiro-Ministro garantiu igualmente que o Governo tudo fará para “proteger famílias e empresas” do aumento dos preços, mas sem descontrolo das contas públicas, acusando PS e Chega de fazerem “propostas convergentes” que podem prejudicar “o futuro de Portugal”. “Chega e PS estão de bem um com o outro, mas estão de mal com a proteção do futuro de Portugal”, precisou.
Luís Montenegro acusou, por sua vez, o líder socialista de querer “ser o mais ‘chegano’ dos deputados socialistas”, rejeitando por isso as propostas oriundas da bancada socialista. A este propósito, o chefe do Governo lembrou a responsabilidade dos socialistas na “fatura da Troika a Portugal”.
Por fim, o Primeiro-Ministro reafirmou a determinação do Governo em “agir para recuperar Portugal com o PTRR; gerir o impacto da crise internacional com medidas adequadas, equilibradas e prudentes; e a Transformar Portugal, com reformas que promovam mais bem-estar e resolvam os problemas das pessoas”.
“Num mundo marcado pela incerteza, Portugal é uma referência de estabilidade. Estabilidade política, social, económica e financeira”, disse.