O Presidente do Grupo Parlamentar do PSD defende que o Governo está a fazer, há dois anos, “uma mudança tranquila”, com a “adesão dos portugueses” e “despida de ideologia”, nem de esquerda nem de direita.
Hugo Soares falava na abertura das Jornadas Parlamentares do PSD, dia 10 de março de 2026, em Caminha.
O líder parlamentar social-democrata recordou que, no dia 10 de março, passam dois anos da primeira vitória que levou o PSD de volta à liderança do Governo, considerando que, desde essa altura, se iniciou “uma mudança tranquila” no país em áreas como a saúde, educação, habitação. “As mudanças que nós estamos a fazer, muitas delas oferecem resistência, muitas delas encontram, nos do costume, os seus obstáculos, os seus bloqueios até, mas estamos a fazê-las com quem verdadeiramente interessa, estamos a fazê-las com o povo”, referiu.
Por outro lado, segundo Hugo Soares, o Executivo liderado por Luís Montenegro tem feito “uma mudança despida de ideologia”. “Não é uma mudança nem de esquerda nem de direita. Se me quiserem chamar um perigoso esquerdista porque aumentámos três vezes o complemento solidário para idosos, eu não me importo nada. E se me quiserem chamar um populista de direita porque regulamos a imigração, eu também não me importo nada”, resumiu.
Hugo Soares assegurou que o Governo vai “continuar neste centro moderado, no meio de dois blocos”, referindo-se a PS e ao Chega.
Como exemplo desta mudança tranquila, o líder parlamentar do PSD apontou a extinção de centenas de cargos nas Unidades Locais de Saúde, quando acabou com os conselhos fiscais nestas instituições, que disse estarem “bem vestidos de rosa”, numa alusão ao PS. “Não foi preciso alardear muito. Não foi preciso propagandear. Se calhar devíamos propagandear mais”, enfatizou.
A descida dos impostos, a alteração da fiscalidade na habitação – em especial para os mais jovens – ou a extinção e fusão de muitos institutos foram outros exemplos apontados por Hugo Soares.
"Nós estamos a fazê-lo por uma questão de justiça social, mas estamos a fazê-lo porque nós queremos mesmo incutir uma mudança tranquila também comportamental. Nós queremos que os portugueses saibam que com o nosso Governo nós valorizamos as suas vidas", vincou.
No início do discurso de abertura das jornadas, dedicadas ao tema “Portugal Resiliência e Ambição”, o também Secretário-geral do PSD pediu um forte aplauso do Grupo Parlamentar para Nuno Morais Sarmento, que faleceu no sábado, e a cujo funeral e última homenagem os deputados não puderam assistir, uma vez que as Jornadas Parlamentares decorrem em no Alto Minho, em Caminha.