Estamos no caminho certo, para executar verdadeiras transformações de Portugal

5 de março de 2026
PSD portugal agendatransformadora eleicoesdiretaspsd2026

Na intervenção de abertura do Conselho Nacional do PSD, esta quarta-feira, em Lisboa, o Presidente do PSD falou sobre a situação que o país vive depois de ter sido atingido por um “comboio de tempestades” e num momento de grande incerteza internacional. 
“Compete-nos, mais uma vez, ser a referência da estabilidade e do reformismo. Não tenho nenhuma dúvida de o fazer e de alavancar connosco todo o potencial da sociedade portuguesa. [Estamos no] caminho certo, o caminho que executa verdadeiras transformações do país”, afirmou.
Luís Montenegro insistiu que o Governo está a executar “a agenda transformadora” do país, com mudanças em matéria fiscal, imigração, habitação e reforma do Estado. 
Em nome da direção nacional do PSD, Luís Montenegro propôs a realização de eleições diretas no próximo mês de maio, deixando claro que quem tiver “caminho diferente e alternativo” deve apresentar-se ao ato eleitoral. “Gosto de ser claro e direto: se houver um caminho alternativo e diferente que seja apresentado e que seja objeto da apreciação do partido, dos seus órgãos e dos militantes. Estamos aqui para transformar Portugal, para ouvir aqueles que nos querem ajudar, mas para não perder a oportunidade, a honra e o privilégio que alcançámos nas urnas com a confiança dos portugueses", disse.
O líder do PSD realçou que “aqueles que no PSD acham que este Governo e este Primeiro-Ministro são uma segunda versão dos governos e do Primeiro-Ministro que antecedeu, aqueles que tiverem dúvidas no PSD, de facto, não estão a compreender aquilo” que o PSD e o CDS estão a fazer. 
Luís Montenegro reconhece que não é infalível, aceita “com humildade, todos os incentivos que sejam lançados” para melhorar a ação política do Governo e para levar “ainda mais longe o impulso reformista”.
E, nesse sentido, reafirmou que não pretende estar na presidência do PSD e à frente do Governo "sem a confiança dos militantes do PSD e dos eleitores portugueses", nem que haja qualquer "dúvida existencial" sobre estratégia política do Governo ou até das alianças políticas. “Quero dizer ao PSD, olhos nos olhos, que sou exatamente o mesmo que era antes de ser investido como Primeiro-Ministro. Como me conhecem, vou ser muito direto: não é minha intenção estar na presidência do PSD e do Governo e sem a confiança dos militantes do PSD e dos eleitores. Nunca quis ser Presidente do PSD sem estar legitimado”, salientou.
O Conselho Nacional do PSD aprovou por unanimidade dois documentos da vida interna do partido: o orçamento para 2026 e o Regulamento de Ética e Designação de Cargos Públicos. 
Os conselheiros nacionais aprovaram ainda por “larga maioria”, registando apenas dois votos contra, o Regulamento das Secções Temáticas, que permitirá que o militante possa escolher estar inscrito apenas numa Secção Temática.