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O Governo aprovou na quarta-feira a compra de 275 novas viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num investimento de 16,8 milhões de euros, anunciou o Primeiro-Ministro, para reforçar o sistema de emergência médica.
"Quero começar por expressar em nome do Governo as nossas condolências às famílias das pessoas que faleceram nas últimas horas e que não terão tido a resposta mais rápida do sistema de emergência, apesar do reforço feito na região de Setúbal e de Lisboa que envolve a totalidade das ambulâncias disponíveis", afirmou.
Esta quinta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, Luís Montenegro anunciou também que o Conselho de Ministros vai "aprovar as resoluções para o lançamento do concurso para a construção do novo Hospital do Algarve, uma obra estrutural que se junta a outras como o Hospital de Todos os Santos em Lisboa".
"Já hoje, em reunião entre a ministra da Saúde e a senhora ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, foi também decidido criar uma resposta rápida entre 400 e 500 camas em unidades intermédias para poder tirar do sistema hospitalar casos sociais que retiram capacidade precisamente para as situações de emergência", acrescentou.
Segundo o Primeiro-Ministro, "todos estes investimentos" enquadram-se numa "reforma profunda do INEM que está em curso" para que haja "uma mais rápida resposta do serviço de emergência médica".
"Estamos já a implementar a modernização tecnológica dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e a alteração do sistema de triagem. Em 2026, prosseguiremos a reforma estrutural da saúde para garantir uma resposta rápida, eficaz e humana em todo o território", prosseguiu.
A propósito da compra de veículos para o INEM, Luís Montenegro lembrou que "nos últimos dez anos apenas tinham sido adquiridos para o INEM 100 veículos num total de 4,2 milhões de euros".
"Ou seja, em dez anos foi gasto um quarto do que este Governo decidiu ontem mesmo investir. Estamos a resolver um problema crónico e a inverter um desinvestimento que herdámos com consequências evidentes e graves", apontou.
Luís Montenegro falou ainda sobre transportes e mobilidade, precisando que o Governo vai comprar mais material circulante para a CP, estando a preparar o estudo de concessões e subconcessões e a preparar liberalização do mercado, como já era conhecido.
No domínio da habitação, o Governo vai apresentar o terceiro pacote deste setor, centrado na área da justiça, para dar maior celeridade aos despejos e agilizar a resolução de heranças indivisas. “Um Estado pesado é um obstáculo à dinamização do país”, destacou.
No plano económico, o Primeiro-Ministro estima que a economia portuguesa tenha registado um crescimento "a rondar os 2%" e que tenha havido um excedente orçamental de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.
“Estamos a transformar Portugal com ambição e realismo, entramos em 2026 com renovado ímpeto reformista”, salientou o Primeiro-Ministro, sublinhando que Portugal é um dos países da Europa que mais cresce. Em 2026, a estimativa de crescimento é de 2,6%, a dívida publica continuará em trajetória descendente, a taxa de desemprego manter-se-á historicamente baixa e o emprego historicamente alto.
E, no contexto internacional, Luís Montenegro garante que o Governo português tem “acompanhado de muito perto a [situação da] Venezuela”, frisando que a "prioridade absoluta" do Executivo é "a segurança e bem-estar da comunidade portuguesa".