Não devemos confundir eleições legislativas com presidenciais, o nosso propósito é melhorar a vida das pessoas

21 de janeiro de 2026
Grupo Parlamentar debatequinzenal

Esta quarta-feira, no Parlamento, o Presidente do PSD defendeu que o debate quinzenal ocorre “muito meses depois das eleições legislativas”, pelo que “não se pode confundir as duas voltas das eleições legislativas e as duas voltas das eleições presidenciais”.
“Colocámos a governação nos eixos, valorizamos a vida das pessoas, mas o Chega e o PS coligaram-se em consórcio, derrubaram o [XXIV] Governo”, acusou.
De acordo com o Primeiro-Ministro, houve um “reforço da posição política da AD e das condições de governabilidade” em 2025. Ainda assim, há “alguma semelhança” nos resultados, já que os resultados se dividiram entre três “espaços” políticos representados no hemiciclo parlamentar: a esquerda e a direita, que tiveram uma concentração de votos num candidato, e o centro.
Neste quadro, Luís Montenegro entende que o Governo e o Primeiro-Ministro têm de "respeitar a pronúncia e decisão soberana do povo português" e que os partidos devem “acatar” os resultados eleitorais e “conviver com o facto de não terem evitado a dispersão de votos no seu espaço político”. “Cabe ao Primeiro-Ministro respeitar a vontade soberana do povo português”, enfatizou.
Luís Montenegro acusou o Chega de se ter coligado ao PS, lembrando que “em matéria de pontes, o Chega fez 82 pontes” com os socialistas no Orçamento do Estado. 
Sobre a participação dos emigrantes nas eleições presidenciais, Luís Montenegro sugeriu que o Parlamento inicie um “processo de reflexão sobre os instrumentos legais” a criar para melhorar o “regime” atual. Recorde-se que o Governo e os partidos que suportam a AD já apresentaram vários projetos sobre o “voto eletrónico de forma experimental” no estrangeiro. Ainda assim, garante que o Governo fez “o esforço máximo” no que se refere a “recursos consulares e da administração pública”.
No domínio da saúde, o Primeiro-Ministro elencou vários números que quantificam o atendimento das unidades de saúde e hospitais para dizer que o Governo “está a mobilizar todos os meios humanos para chegar mais depressa a mais portugueses”.
"O nosso SNS vive situações de dificuldades, mas funciona hoje melhor do que há um ano. O nosso SNS atende por dia 170 mil utentes, presta cuidados de saúde primários a 95 mil portugueses por dia, presta mais de 2000 cirurgias diárias, e só em oncologia são mais de 220 e presta serviços à distância com o SNS 24 ou outras linhas em funcionamento”, precisou.
Neste debate, Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, leu uma carta aberta que foi dirigida ao Governo, de uma jovem de 33 anos que comprou casa e quis agradecer ao Executivo pelas medidas para facilitar a compra de casa a quem tem menos de 35 anos.
Hugo Soares elogiou o trabalho do Governo, quer para a compra de casa para os jovens quer os apoios à mobilidade elétrica ou ainda as medidas para a competitividade da economia. “O essencial das políticas públicas é mudar a vida das pessoas, resolver o problema concreto da vida de cada um”, apontou Hugo Soares. 
O líder parlamentar do PSD criticou ainda o Chega de fazer “um ‘flic flac’ à retaguarda”, por implorar o apoio do Primeiro-Ministro ao candidato presidencial André Ventura, depois de ter criticado a sua presença na campanha de Marques Mendes. Hugo Soares citou frases proferidas pelo candidato apoiado pelo Chega na primeira volta, quando acusou Luís Montenegro de querer ser “o salva-bóias” de Luís Marques Mendes, recordando, a propósito, que Ventura chegou mesmo a dizer “Que se lixe Montenegro”. “É isso que André Ventura disse ao país sobre o Primeiro-Ministro e agora vêm pedir ao Primeiro-Ministro para apoiar a candidatura do dr. André Ventura”, questionou.