Portugal precisa de sindicalistas com arrojo

11 de maio de 2026
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O Presidente do PSD e Primeiro-Ministro criticou os "sindicatos do século XX" e defendeu que Portugal precisa de "sindicalistas com arrojo”. 
“E nós precisamos de políticos com arrojo, precisamos de empresários com arrojo, precisamos de sindicalistas com arrojo, não precisamos de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI”, afirmou.
Este domingo, na sessão de encerramento da 15.ª Universidade Europa, em Porto de Mós, o líder social-democrata declarou que espera que, quando a proposta laboral chegar à Assembleia da República, seja discutida com profundidade. “Vamos agora para o Parlamento discutir este ponto e eu espero que se tenha a profundidade que não se teve na Concertação Social por razões que eu não sei explicar, mas não são do interesse dos trabalhadores e, muito menos, são dos jovens trabalhadores, porque, com a rigidez de algumas regras, a possibilidade de haver bons projetos para vocês terem bons percursos, bons salários, está limitada”, declarou.
Luís Montenegro garantiu que “ninguém quer estar a retirar direitos a ninguém”, mas, antes, “dar um exercício aos direitos, nomeadamente dos trabalhadores, que tenha um melhor resultado”.
Para o Primeiro-Ministro, “isto tem tudo a ver com a Europa, porque é por estas e por outras que a Europa fica para trás”, sustentando que, no continente europeu, “há estes exemplos face aos outros blocos”, de “falta de capacidade de decidir e de implementar, de arrojo”.
Na opinião do Primeiro-Ministro, é também por isso que há “um desfasamento completo entre aquilo que verdadeiramente interessa aos setores mais dinâmicos e aquilo que verdadeiramente é viver centrado no seu próprio interesse”.
Insistindo que o mercado laboral é flexível “no sentido do interesse do trabalhador, não é flexível para ser despedido, como querem confundir aí as coisas”, Luís Montenegro frisou que “é no interesse do trabalhador, no interesse da gestão da empresa, da produtividade da empresa, para ganhar mais, para pagar mais”.
E, por isso, exortou os jovens a serem interventivos na questão da flexibilidade laboral para criar mais crescimento económico para o País. “Vamos olhar para aquilo que é preciso fazer e, depois, fazer efetivamente? Temos de ser mais competitivos. Vamos continuar a olhar para os sindicatos do século XX, para a forma como certos partidos pensavam no século XX? Vamos discutir com espírito democrático, mas vamos fazer. Queremos ultrapassar os limites”, salientou.
 

Só vai haver paz na Europa quando Rússia estiver nas negociações

O líder do PSD defendeu que só vai haver paz na Europa quando a Rússia estiver nas negociações. “Só pode e só vai haver paz na Europa e na Ucrânia quando nós sentarmos a Rússia na mesa das negociações de paz”, frisou Luís Montenegro, sustentando que “a Europa não pode estar longe disto, nem pode delegar a sua intervenção e missão neste processo a países terceiros, para depois serem eles a proteger e a salvaguardar o seu interesse”.
Perante uma plateia de 70 jovens, o Presidente do PSD reconheceu que a Europa “atravessa uma encruzilhada política e institucional” e a União Europeia, com 27 Estados-membros, tem “uma dificuldade grande em decidir e implementar as suas políticas” face “a outros blocos políticos e comerciais com os quais compete na esfera internacional, onde a decisão é muito mais fácil”, pois depende, normalmente, de uma pessoa.
A Universidade Europa é uma iniciativa conjunta do PSD, da JSD, da Delegação do PSD no Parlamento Europeu, do Instituto Francisco Sá Carneiro e do Grupo PPE e resulta de um esforço de cooperação para aproximar os cidadãos, em particular os mais jovens, das instituições europeias e do processo de decisão política. Este ano Porto de Mós acolheu a 15.ª edição da Universidade Europa, nos dias 8, 9 e 10 de maio de 2026.