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Partido Social Democrata
12.12.2008

Apoio às PME

Modernizar o País implica, desde logo, compreender o lugar-chave das PME no esforço de desenvolvimento económico. Não é possível pensar em criação de riqueza, sem que asseguremos um quadro de actuação política que privilegie este pilar fundamental das nossas exportações.

De acordo com Instituto Nacional de Estatística, existiam em 2006, em Portugal cerca de 265 mil PME (ou seja, 99,5% do tecido empresarial português), sendo responsáveis por 2 milhões e 300 mil postos de trabalho (ou seja, quase 80% do emprego em Portugal) e por um volume de negócios na ordem dos 130 mil milhões de euros.

Nos últimos anos, as PME têm sido expostas a um conjunto de factores que têm contribuindo para o seu bloqueio: obsoleta regulação legislativa, sobrecarga fiscal, aumento dos custos de produção, perda de competitividade, excesso de burocracia, falta de formação dos quadros das empresas e ausência de uma política concertada de apoio ao investimento e inovação.

Em 1977, quando a democracia dava os primeiros passos, o Deputado Ângelo Correia alertava o Parlamento para a necessidade de fomentar a constituição de Pequenas e Médias Empresas.

No debate na generalidade, sobre as propostas de lei relativas ao Orçamento Geral do Estado e ao Plano para 1978, o Deputado Simões de Aguiar, a propósito de restrições às importações de matérias-primas e bens de equipamento, questionava: «Que medidas de apoio estão previstas e funcionarão melhor, ou funcionarão, o que já é diferente, com o chamado apoio às pequenas e médias empresas, PME? Ou é mesmo a falência e o encerramento de muitas pequenas e médias empresas, naturalmente empresas privadas, o objectivo do Governo PS/CDS?»

A segunda revisão constitucional (Lei Constitucional n.º 1/89, de 8 de Julho) consagrou uma visão moderna, em especial, com o reforço da iniciativa e da propriedade privada e com a aprovação da Lei-Quadro das Privatizações. Era o auge legislativo da consagração da economia de mercado, o culminar de dois acontecimentos marcantes: a adesão de Portugal às Comunidades Europeias (1986) e ao Acto Único Europeu (1987). Emerge uma “nova constituição económica” e no País real - liderado por Cavaco Silva - são concretizadas políticas sólidas de apoio à iniciativa empresarial.

Nessa altura, o PSD manifestou uma particular atenção às PME. Veja-se a intervenção do Deputado Carlos Oliveira, numa reunião plenária, a 10 de Maio de 1995: «Entendeu por bem o Grupo Parlamentar do PSD, nestes últimos dois dias, eleger como tema de trabalho a abordagem das questões atinentes às pequenas e médias empresas. Deslocámo-nos ao Norte do País, aos distritos de Porto e Braga, atravessando as regiões do Vale do Ave e Vale do Sousa. Visitámos empresas de forma diversificada, percorrendo diversos sectores, desde a química à metalúrgica e metalomecânica, desde o calçado ao mobiliário e ao têxtil. Reunimos com mais de duas centenas de empresários; debatemos e reflectimos com cerca de 50 associações empresariais e industriais; solicitámos a colaboração do Ministério da Indústria e Energia e dos seus responsáveis sectoriais no sentido de acompanharem esta visita, com o objectivo de, juntos, debater e discutir a acção do Governo nestas matérias. […] Partimos, assim, do reconhecimento da importância vital das pequenas e médias empresas (PME) para o desenvolvimento do País, provocando um inequívoco inter-relacionamento entre o poder político e os agentes económicos e sociais numa perspectiva de pedagogia recíproca. […] Com efeito, fomos às empresas com rosto, que todos bem conhecem o que são, de quem são e o que valem. De facto, são as PME que traduzem de forma real a nossa própria cultura, com gosto pelo risco, sempre a olhar em frente, com ambição e vontade de singrar e vencer. Toda e qualquer PME deverá traduzir objectivos positivos, consubstanciados num espírito empreendedor.»

Efectivamente, a partir do XI Governo Constitucional (1987-1991), foi impulsionado um processo de reformas, sobretudo no domínio da modernização tecnológica e de incremento da produtividade. Era nítida a percepção sobre as PME: «O Governo implementará assim, uma política industrial moderna assente nomeadamente em: apoiando as Pequenas e Médias Empresas, cujo papel é fundamental na inovação e na expansão das exportações, na criação de novos postos de trabalho, no desenvolvimento regional e na dinamização do associativismo empresarial estimulando o aparecimento de novos empresários e de novas empresas, designadamente as de alta tecnologia, através de um enquadramento societário que propicie a vontade de investir e assumir riscos. A criação de novas formas societárias orientadas para o fomento empresarial será um dos instrumentos desta política».

Em 1988, na sequência da adesão de Portugal à Comunidade Europeia foi negociado pelo Governo de Cavaco Silva um dos programas mais emblemáticos de apoio à actividade empresarial: o PEDIP (Programa Específico para o Desenvolvimento da Indústria Portuguesa). Este programa, gerido pelo Ministério da Indústria, foi precursor dos actuais instrumentos utilizados nos Quadros Comunitários de Apoio, e é ainda hoje reconhecido como o instrumento que mais contribuiu para o desenvolvimento empresarial em Portugal.

Para demonstrar tal afirmação, basta recordar que conceitos, actualmente banalizados, como certificação de qualidade, inovação, investigação aplicada, factores complexos de competitividade, eram praticamente desconhecidos da gestão das PME nacionais da altura.

Listam-se a seguir um conjunto de matérias que foram introduzidas ou dinamizadas pelo PEDIP sob os governos do PSD:
- Sistemas estruturados de apoio às empresas onde se privilegiavam a inovação qualidade e outros factores complexos de competitividade;
- O investimento como factor estratégico de desenvolvimento e condição para obter apoios públicos;
- Certificação de qualidade das empresas;
- Apoio especifico à competitividade empresarial, à cooperação e a clusters;
- Dinamização das redes de infra-estruturas tecnológicas (centros tecnológicos, Centros de Competência, Institutos de Novas Tecnologias, Centros de Incubação, Pólos Tecnológicos, etc), que actualmente apoiam a indústria, constituindo na altura praticamente inexistentes;
- Dinamização das relações universidade/indústria (até então uma ficção);
- Apoio ao empreendedorismo;
- Inovação ao financiamento das empresas, através do Capital de Risco e Garantias Mútuas (conceitos introduzidos no sistema financeiro pelo PEDIP);
- Incentivo ao Associativismo Empresarial, dotando o pais de uma rede de infra-estruturas e de associações empresariais, visando o apoio técnico e de gestão dos seus associados;
- Dinamização de áreas para localização de empresas adequadamente estruturadas.

A importância deste programa foi expressamente reconhecido numa reunião do Conselho em Edimburgo.

Nos Governos de António Guterres regressa-se à ausência de políticas que reconheçam o papel central das PME na economia nacional, a que se juntou a absoluta ausência de atenção atribuída pelo actual Governo PS.

Em Janeiro de 2007, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou um projecto de resolução na Assembleia da República, contendo 16 medidas fundamentais de apoio às PME, que consubstanciavam, aliás, uma dezena e meia de propostas anunciadas em Outubro de 2006.

De facto, vale a pena recordar o conjunto de medidas que o Grupo Parlamentar do PSD recomendou ao Governo:
«1. Constituir um regime dual de taxas de IRC, criando uma taxa reduzida de 15% para os primeiros 100 mil euros de matéria colectável. Ao montante que excede este valor será aplicada a taxa nominal de 25% actualmente em vigor. As experiências até agora existentes de um tal regime noutros países europeus, como o Reino Unido, a Espanha, a Holanda ou a Lituânia, não levaram a qualquer perda de receita fiscal com a sua criação, muito pelo contrário.
2. Criar um plano de pagamentos do Estado, escalonado no tempo, para saldar as dívidas aos seus fornecedores. No final desse período, as dívidas por cumprir poderão ser usadas pelas empresas como compensação das suas obrigações fiscais.
3. Estabelecer a obrigatoriedade de o IVA resultante de vendas ao Estado ser apenas pago pelas empresas após boa cobrança.
4. Transformar automaticamente as dívidas do Estado às empresas em títulos que possam ser por estas negociadas com terceiros, por forma a antecipar o seu recebimento.
5. Facilitar o acesso ao crédito para investimento, tornando efectivo o acesso das PME a fundos de garantia mútuos, com financiamentos públicos, através do IAPMEI.
6. Assegurar que o sistema bancário público atribui prioridade à concessão de crédito para investimento e crescimento das PME.
7. Incentivar a contratação de licenciados em situação de desemprego, assegurando às PME a possibilidade de contratarem quadros qualificados em situação de desemprego. Como forma de incentivo, a remuneração deverá ser repartida entre o Estado e a empresa.
8. Conceder um novo impulso ao ensino profissionalizante, mediante a oferta de cursos profissionais e espaços oficinais nas escolas do terceiro ciclo e secundário para o ensino de profissões de carácter eminentemente técnico, ligadas às novas tecnologias e a sectores mais tradicionais, designadamente, electricistas, canalizadores, carpinteiros, serralheiros, soldadores. Deste modo, pretende-se criar condições para que as PME possam recorrer à mão-de-obra qualificada de que necessitam.
9. Incentivar a criação nas pequenas e médias empresas de núcleos de investigação, desenvolvimento e inovação, dirigindo os apoios financeiros à investigação e inovação para dentro das próprias empresas. Esta medida deve traduzir-se na duplicação, em dois anos, dos apoios financeiros para a criação de núcleos de inovação nas PME – NITECs.
10. Discriminar positivamente, no âmbito dos apoios do QREN e de concursos promovidos pelo Estado, as PME e os seus projectos que acrescentem mais valor à economia. O objectivo é o de, no âmbito do QREN e de concursos promovidos pelo Estado, apoiar, através de discriminação positiva, as PME que apostem em factores como a capacidade e competências de gestão, a melhoria dos processos de gestão, a qualidade certificada através dos diferentes sistemas, a inovação e a diferenciação, o aumento da produtividade, o combate ao desperdício, a responsabilidade social.
11. Criar um “Passaporte para a Exportação” para as pequenas e médias empresas, com base num serviço exclusivo de consultoria à internacionalização. O objectivo é disponibilizar às PME um consultor que as irá apoiar na preparação da gestão para a exportação, designadamente na elaboração de um plano para a internacionalização, no acesso a apoios à participação em Feiras Internacionais, no acesso às bases de conhecimento dos organismos públicos e à assistência directa por parte das delegações do ICEP e das Embaixadas nos países de destino.
12. Criar, no âmbito do IAPMEI, a figura do “Gestor de Cliente para as PME”, interlocutor único para tratamento dos assuntos das PME com o Estado. O objectivo é o de simplificar a relação do Estado com as PME, evitando que as empresas tenham de recorrer a um número vasto de organismos para tratar dos seus assuntos com o Estado.
13. Criar um Registo Nacional de Fornecedores. O objectivo é eliminar o excesso de burocracia nas compras públicas, designadamente a exigência às empresas, constante e permanente, de certidões e mais documentos emitidos pelo próprio Estado, muitos dos quais só podem ser utilizados uma única vez.
14. Desenvolver um “Portal de Procurement” em que obrigatoriamente sejam registadas todas as consultas/concursos e compras/contratações da Administração Central, Autarquias Locais e Empresas Públicas. O objectivo é o de assegurar maior transparência, mais informação e melhor concorrência, factores essenciais para todas as empresas, mas de forma especial para as PME.
15. Fomentar o ensino do empreendedorismo nas escolas e nas universidades. O objectivo é promover junto das universidades a criação de uma disciplina de empreendedorismo em todos os cursos superiores e em todos os cursos técnicos, no sentido de preparar e motivar para projectos empresariais quem entra na vida activa. Pretende-se, ainda, fomentar a criação de uma disciplina de estímulo ao empreendedorismo nas vias de ensino e profissionalizantes do secundário.
16. Dinamizar o capital de risco. O Estado, enquanto operador relevante no mercado de capital de risco, deve privilegiar a gestão dos fundos públicos destinados ao investimento em PME por gestores privados com reconhecido know-how, relativamente à tentação de participar directamente nas empresas destinatárias dos investimentos. Simultaneamente, os diferentes instrumentos existentes do Estado devem ser agrupados e recentrados no apoio aos sectores menos contemplados pela iniciativa privada, com efeito compensador e de alavanca à oferta de capital de risco privado.»

Estas ideias visam apetrechar as PME de novas “ferramentas” para enfrentar os desafios de modernização. Por isso mesmo, a direcção do PSD propunha a constituição de um ministro das PME, caso o PSD viesse a formar governo.

Em matéria de apoio às PME, o PSD defende, antes de mais, a simplificação do sistema fiscal, passando o pagamento do IVA a efectuar-se no momento da boa cobrança e não no acto de facturação. Uma proposta apresentada pelo Grupo Parlamentar do PSD, em 9 de Outubro de 2008.

Defendemos, igualmente, a redução da taxa social única, de forma a combater o desemprego, a par do pagamento integral das dívidas do Estado às empresas, conferindo liquidez às empresas. O Estado tem de ter uma conduta criteriosa na concessão de incentivos financeiros. É de extrema importância a fiscalização dos estímulos atribuídos pelo Estado, para que se evitem abusos e o esbanjamento de recursos, que são por natureza escassos.

O sistema judicial não pode continuar a ser um entrave ao investimento estrangeiro em Portugal. Qualquer empresário que queira investir no nosso País encara a Justiça como um factor crítico e desencorajador. A Justiça tem de dar resposta aos mais simples litígios, num sinal claro de que o relacionamento entre Estado e as empresas funciona.

Ontem como hoje, o PSD está profundamente empenhado na consagração de uma estratégia que coloque as Pequenas e Médias Empresas no centro da agenda política. Infelizmente, o Governo do Eng. José Sócrates não tem compreendido as dificuldades que se colocam a este sector nem o seu papel crucial. Esta é, aliás, uma conclusão que se retira da proposta do Orçamento do Estado para 2009, documento que não acolhe as preocupações das PME e que esquece, de um modo incompreensível, o tecido empresarial português.

Neste quadro, acentua-se o estrangulamento financeiro das PME. Sintomático dessa realidade é o endividamento das empresas, que passou de 99% em 2004, para os 114%, em 2009 (dados do Banco de Portugal).
Preocupante é também a ausência de um ambiente favorável à captação de investimento estrangeiro. Em 2007, o investimento externo no nosso País desceu 54,9% (4,1 mil milhões de euros de investimento, comparados com os 9,1 mil milhões de euros que entraram em 2006, segundo o Eurostat). É mais um fracasso da política económica deste Governo.

Não podemos permanecer indiferentes quando ficamos a saber que as insolvências aumentaram em Portugal 47% entre Janeiro e Setembro de 2008, face a igual período no ano passado. Três mil empresas fecharam as portas durante aquele período.

É necessário dar primazia às políticas de dinamização das PME e não fazer recair sobre aquelas o sacrifício de contenção do défice.

O PSD quer PME fortes e adaptadas à competitividade internacional. É o momento de encarar de frente os problemas, com ideias concretas: promover as exportações, criar novas competências de gestão, apontar outros mecanismos de financiamento, privilegiar a inovação tecnológica, envolver os agentes económicos, qualificar os recursos humanos das empresas e valorizar o potencial de cada unidade.

No actual cenário de crise internacional, o PSD atribui às PME um papel crucial, em primeiro lugar para defender o emprego, em segundo lugar para ultrapassar a crise com que nos deparamos, e em terceiro para dar um forte contributo para a melhoria do bem-estar das populações e a modernização da economia portuguesa.

 


 

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Comentários

A toda a equipa P.S.D, a todos/as simpatizantes do nosso partido, permitam.me, com a devida vénia, que vos explique o seguinte:
- Também sou proprietário de um micro-empresa,a qual, e se a sorte me ajudar, faço questão de desenvolver.
-Fui informado por alguem, na sede da (ANJE), que as pequenas e médias empresas, jamais seriam apoiadas por qualquer programa, pois, tudo funciona por orçamentos, e o orçamento do (IAPMEI), é apenas para as grandes empresas.
- Informaram.me também, que os projectos que entram via IAPMEI, 99%, conveem ser elaborados por empresas de consultadoria, as quais, teem que ter ter boa relação de "CONFIANÇA" para com os "APROVADORES" dos projectos.
- Sugeriram-me que me dirigisse ao centro de emprego da minha zona, e ai sim, se houve dinheiro disponivel, poderia então avançar com um projecto pequenito, através dos programas "ILS", etc.
- Assim, caros companheiros/as, sugiro que não gastem o que não teem, não criem ilusões, nesta fase do campeonato, apenas meia duzia de empresas, teem impacto no (IAPMEI), nomeadamente a ford Palmela, A quimonda, etc. Inteligente foi o Manuel Pinho, Viagens de Borla, Conhecimentos para o futuro, e por ultimo, umas ricas férias,...........
-Resta.me apenas sugerir o seguinte slogan para a nossa campanha:
"IAPMEI" Insistimos Amparar poucos Monopólios Estrangeiros Intocáveis.
A todos/as, bem ajam.
ALENTEJANO
ALENTEJANO, 18.08.2009 05h01
O IAPMEI é uma entidade pouco eficaz, porque não tem uma política clara em relação às PME. O Ministério da Economia tem uma política de medidas avulsas para as PME e não tem uma estratégia. O IAPMEI é uma máquina de arranjar empregos para gestores filiados e simpatizantes do PS, pois o IAPMEI participa no capital de imensas empresas, algumas das quais são pseudo-empresas, que fazem aquilo que devia ser feita pelos organismos do Ministério propriamente dito.
manuel mota
manuel mota, 24.06.2009 20h10
Srª. Drª. Manuela Ferreira Leite
Parece que o Sr. Ministro das Finanças se enganou mais uma vez.... Segundo ele disse na assembleia da republica que para as PME que solicita-se o reembolso do iva pela primeira vez não seria necessário a apresentação da garantia bancaria ...
Muitos empresarios estão nessas condições e os serviços dizem que não tem informação em contrario , o que foi publicado recentemente em D.R foi somente a diminuição do tempo da mesma de 12 meses para 6 meses...
QUE GRANDES MENTIROSOS....
Jorge
Jorge, 17.06.2009 12h02
SOU SÓCIA COM O MEU MARIDO DE UMA PEQUENA EMPRESA 'TALHO ',ONDE SÓ O MEU MARIDO É EMPREGADO E GERENTE ESTAMOS COM MUITAS DIFICULDADES POIS TEMOS 2 FILHOS E O UNICO ORDENADO É O MEU PORQUE DA EMPRESA O MEU MARIDO SÓ PAGA AS DESPESAS DA PRÓPRIA E O GOVERNO NÃO AJUDA SÓ PREJUDICA,OBRIGADA A TER ISTO, A PAGAR AQUILO E A NOSSA VIDA É SÓ TRABALHAR E NÃO VIMOS LUCROS PORQUE ESTAMOS A PAGAR OS LEASING DA LOJA E DO MATERIAL E O ESTADO AJUDA EM QUÊ, EM NADA SÓ COBRA E MAIS NADA E AJUDAS EM TEMPO DE CRISE NENHUMAS QUE VERGONHA ESTÁ ESTE PAÍS......................................NESTE MOMENTO TENHO VERGONHA DE SER pORTUGUESA.
SANDRA CÓIAS
SANDRA CÓIAS, 12.06.2009 17h05
As pessoas precisam de saber o que está aqui escrito, quais são as nosa idéias... Temos de lhes fazer chegar a mensagem a casa, de uma forma muito simples e objectiva. Digam às pessoas de forma muito clara o que está no penúltimo parágrafo, se não lhes dizemos o que queremos para Portugal como votarão em nós?
António José Matos
António José Matos, 09.06.2009 09h59
Cara Dra. Manuela Ferreira Leite,
sou gestora de uma PME classificada pelo IAPMEI como PME A, com uma candidatura em curso a PME Líder, somos actualmente 100 trabalhadores, há dez anos atrás éramos 10.
A empresa é cliente da CGD, que nos financia com um apoio à tesouraria de 100 mil euros, e ao investimento em dois contratos de mútuo de MLP, cuja dívida actual se cifra nos 186 mil euros, sendo que no final de 2009 a dívida será de 103 mil euros. Solicitámos o reforço do apoio financeiro em face dos investimentos e novos projectos esperados para 2009. Não dúvidamos do empenho da gestora de conta da CGD, no sentido de conseguir o aumento de plafonds necessários ao incremento de novos investimentos. Saliento que no final de 2008, a propósito da instabilidade dos mercados financeiros, a CGD acabava o ano com um acréscimo nunca visto de depósitos, em resultado da deslocalização de depósitos de milhares de familias de outras instituições bancárias. O indice de liquidez da CGD batia todos os records. É certo que a CGD na assunção das responsabilidades do BPN, não ficou com NENHUMA margem de manobra. A VERDADE é que os centros de empresas não têm plafonds disponíveis para distribuir pelas empresas, pelo que é pura demagogia o governo anunciar à opinião pública que há reforço de vários milhões de euros para apoio às PME's e Micro empreas, não sendo de todo VERDADE, É PROPAGANDA PURA. Em bom rigor nem o povo percebe porque é que lhe foi imposto 4 anos de sacrifício para diminuir o déficit e de repente surgir do nada esta abastança de dinheiro. Obviamente que 90% das medidas são nada, e na VERDADE este governo ainda não tomou um conjunto de medidas que pudessem realmente favorecer e constituir oportunidades para os empresários do nosso país promoverem o emprego e não o favoritismo que se vive nas empresas do sector público, infelizmente e com tristeza o digo, medidas de conivência da responsabilidade de todos os partidos.
Fátima Oliveira
Fátima Oliveira, 17.04.2009 05h20
Exmos. Srs.

Como deve ser do V/ conhecimento não é só o Estado que é devedor. O exemplo do Estado é seguindo por uma quantidade excessivamente grande de empresas que também elas não pagam aos seus fornecedores de bens e serviços utilizando a usual expressão "a nós também nos devem".
Levar os devedores à justiçaé caro, demorado e nada eficaz. Para quando legislação que regulamente VERDADEIRAMENTE os pagamentos?
O ciclo vicioso em que se entrou, no qual ninguém paga a ninguém, tem que ser quebrado, sob pena de rotura total.
Outra questão...
Para quando uma verdadeira reforma da função publica? será que o PSD terá disposição de a fazer, arcando com os custos inerentes de ter de despedir funcionários públicos? Com um Estado tão pesado, que tem que ser alimentado com impostos excessivos, Portugal pode correr o risco de o grosso das empresas falirem.E depois? quem sustenta o Estado?
Alexandra Soares
Alexandra Soares, 06.03.2009 19h51
Sou empresário, tenho uma pequena empresa de serviços no ramo de ensino musical e artístico, na qual tenho de cobrar iva sobre a mão de obra que efectuo, penso que é injusto na medida que, como empresa estou a concorrer directamente com profissionais liberais a recibos verdes ou associações isentas do mesmo imposto ao abrigo do artigo 9º do civa. Pergunto como é que as empresas podem sobreviver cobrando iva sobre a mão de obra e concorrendo com outros que estão isentos? Na qual encarece o produto e dificulta a contratação. A isenção deste imposto seria um bom incentivo.
João alves
João alves, 01.03.2009 02h44
Como todos nos sabemos desde meados do ano 2007, com o aumento dos cumbustiveis, taxas juro, quebra nas vendas e margens lucro, etc. Que provocaram algum decrescimo se nao rutura na tesouraria das empresas, tendo 70% das empresas apostaram em cumprir junto dos fornecedores e trabalhadores para manterem em laboração, em deteroriormento de liquidar os seus impostos e segurança social.
Sabendo o Governo ou devia saber, tudo isto não passa de mais uma mentira deste pinoquio pois essas ajudas não são para atribuir mas sim mais uma medida de propaganda eleitoral. Quase que aposto que o nosso pinoquio vai tirar mais um coelho da sua cartola ao anunciar mais perto das eleições um plano para pagamentos das dividas fiscais e da segurança social para as empresas com dividas poderem liquidar as suas dividas em prestaçoes e poderem recorrer as linhas de credito,talvez ja não vai haver dinheiro pois com tanto desemprego, calhando nem ha para pagar o fundo desemprego.
Nao seria melhor efectuar esta medida ja?
Antes que os pequenos empresarios e o comercio tradicional começe a fechar portas e a enviar mais trabalhadores para fundo desemprego.
Este sector não faz falta ao desenvolvimento da economia Portuguesa?
So os Bancos, Grandes empresas (quimonda, etc.) São essencias?
Ou nao sera que as pequenas empresas e o comercio tradicional nao emprega mais ?
Não deixem esse senhor ditar mais esse coelho da cartola e antecipem se primeiro a propor estas medidas. Gostaria de saber o que pensam disto.
pedro martins
pedro martins, 12.02.2009 11h45
Estou indignado com a forma como o governo diz ( vamos ajudar as pequenas e medias empresas com um plano de finaciamento ) Sou socio gerente com responçabelidade total duma empresa de Construção civil, dedicada á reabilitação e construção ( não somos construtores) dado estarmos em dificuldades, a empresa toc, nossa contratada,nos disse para recorrer á linha de credito que o Governo tinha posto em marcha, pois bem á 8 dias a trás falei na CGD, P. Londres em Lisboa onde temos alguma presença, Falei com quem,lhes pedem responçabelidade, sobre a dita linha de credito e, qual o meu espanto, foi me dito que a linha de credito era especifico, era para a restauração e turismo, fiquei espantado.
Já não chega o mercado paralelo, que dão orçamentos 50% mais baixos, dos que tem como nós responsabilidades elevadicimas, será que vamos sobreviver? fisco, não facilita, não dá tempo rasoavel para nós pequenas empresas podermos assumir os nossos compromissos, ameaça e faz penhoras, onde está a dita ajuda " DITA Á BOCA CHEIA POR SOCRATES ?
Provavelmente é mais uma a por no desemprego 1 dezena e muitos colaboradores.

António Ramos
António Ramos
António Ramos, 28.01.2009 22h25
Gostaria por iniciar esta coisa de "APOIO AS PME" que no meu entender não passa de o atirar areia aos olhos dos pequenos empresários.Tenho uma Micro empresa quase familiar embora haja 5 empregados para além dos 3 sócios que em na realidade em nada vem ajudar esta empresa. Passo a explicar:
Como sócio Gerente estou impossibilitado de recorrer a 1 cêntimo de apoio uma vez que tenho um aponte no Banco de Portugal devido a uma compra de uma casa que não paguei,por falta de recursos financeiros e que a instituição financeira não me pernitiu vender quando tinha comprador em que pagava toda a divida à mesma por uma questão de capricho ou teimosia estou a falar da C.G.D. Não posso recorrer a nenhum crédito para poder expandir a dita empresa.Penso que o Governo deveria dar possibilidades a quem se encontra em estados desta natureza e não ajudar aqueles que desfalcam a Banca Portuguesa e não só ,dando assim a possibilidade em criar mais postos de trabalho e melhorar significativamente o bem estar daqueles que pretendem que a economia Portuguesa avance
Fernando Borges
Fernando Borges, 17.12.2008 21h17
Ponto 1: Vai incentivar mais a manipulação da contabilidade das empresas. Houve um senhor ainda não há muito tempo que me disse que era contabilista, e que que havia empresas que pediam para que a contabilidade desse o valor que interessava. E até disse que se tivesse 20 anos e tivesse de optar por uma profissão, a profissão que optava era ladrão
Ponto 7: "Contratação de licenciados desempregados" NÂO. Mas sim licenciados competentes
Ponto 8: Formação profissional!!! Inscrevi-me aos 24 anos no Centro de Emprego de Tondela para um curso de formação
profissonal e alguns anos depois (7 ou 8), Depois de alguma insistência em frequentar um curso de formação profissional obtive a resposta de "Quer um curso? Eu paguei o meu."
Ponto 11. Exportação. Talvez criar centros de distribuição de produtos portugueses no estrangeiro pelas associações empresarias portuguesas. Por exemplo um centro de distribuição em cada um dos paises da União Europeia que distribua e venda desde produtos alimentares a materiais de construção.

Anibal Alves
Anibal Manuel Ferreira da Cruz Alves
Anibal Manuel Ferreira da Cruz Alves, 16.12.2008 23h51
Exmos Senhores. É muinto importante fazer programas de apoio às PME e micro empresas que estas tenham acesso mas também ás que mostrem dar lucro e crescimento. Mas é preciso criar um sistema de regulação do lucro para que não reine como até agora o vender igual ou por menos que a compra e, assim nunca o país vai para cima e o Estado não tem receitas com o IRC e com o IVA e , nunca mais saimos da mó debaixo. E meus amigos enquanto isto não for feito nunca temos economia sustentada. --------- com os meus cumprimentos Ma. Carvalho.
Manuel Carvalho
Manuel Carvalho, 12.12.2008 22h14
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