Rui Rio diz que uma das prioridades do PSD nas eleições europeias é baixar e combater a abstenção. “O primeiro desafio que todos temos é convencer o povo português a ir votar nas eleições europeias”, afirmou o Presidente social-democrata, lembrando que o PCP tem três eurodeputados e o PSD, seis eleitos. Já no Parlamento, o PSD elegeu 89 deputados e a bancada comunista conseguiu 15 representantes. De acordo com Rui Rio, essa diferença revela que “os militantes do PCP são mais empenhados”, e, por isso, apela à mobilização de todos os militantes do PSD nas eleições de 26 de maio.

Na apresentação da lista de candidatos do PSD ao Parlamento Europeu, no Luso, concelho da Mealhada, esta sexta-feira, Rui Rio sublinha que “a Europa é cada vez mais importante” para os estados-membros, mas também para “a vida pessoal dos portugueses”. As regras de disciplina orçamental, as condições de resolução bancária (como aconteceu com o BES ou o Banif) e o Brexit “influenciam as nossas vidas”, e esse é mais um motivo por que os cidadãos nacionais se devem interessar pelas questões europeias.

Rui Rio destaca que o voto no PSD nas eleições europeias tem ainda outro significado concreto: é garantia de moderação e permite atacar os populismos, que têm crescido em virtude da “incapacidade de resposta moderada” por parte da Europa.

Nesse sentido, especifica Rui Rio, há “uma ‘nuance’” entre PS e PSD, que é “muito importante”. “Votar no PSD é votar na União Europeia, porque é um partido moderado. Nós não somos de direita. Nós somos do centro, somos moderados e não somos ponte para a extrema direita. O PS é de esquerda e é ponte para a extrema esquerda. Aqui está uma diferença muito grande”.

Rui Rio defende que é preciso fortalecer “uma Europa moderada”. “Temos de fazer opções de voto nos partidos moderados. Se os partidos moderados não tiverem força, é isso justamente que abre espaço aos extremismos que põem em causa os objetivos fundamentais da Europa”, disse.

O líder social-democrata aponta a composição da lista do PS às europeias como um sinal de fraqueza, já que os quatro primeiros candidatos “são todos ex-governantes do [executivo liderado por] António Costa ou de [José] Sócrates”.

O Presidente do PSD conclui que quem votar no PS está a afirmar que está contente com a governação. “Se não vota no PS, está a dizer: ‘Quem vota no PS está a dizer que como está, está bem e pouco ou nada há a alterar’”, referiu, ressalvando que esse “pouco ou nada” é, por exemplo, a política económica para o País ou o investimento nos serviços públicos.

Paulo Rangel: Governo reconhece que o “PS abandonou o Serviço Nacional de Saúde”

Durante a apresentação, o cabeça de lista do PSD às europeias acusou o PS de fazer o maior ataque ao Estado Social “alguma vez feito depois do 25 de Abril”, com as cativações e cortes feitos na saúde. “O PS, para fazer a sua política de rendimentos e cumprir as metas europeias, fez, na saúde, cativações, cortes e ablações que considero que configuram o maior ataque ao Estado Social alguma vez feito depois do 25 de Abril”, afirmou Paulo Rangel.

Para o eurodeputado, a declaração do primeiro-ministro, ao dizer que a grande prioridade do Partido Socialista, caso vença as legislativas, será a saúde, “é a confissão pública de que o Governo do PS abandonou, descurou e maltratou o Serviço Nacional de Saúde e a saúde dos portugueses”.

“Se o primeiro-ministro estivesse contente com o desempenho do Governo na área da saúde, se achasse que era bom, não vinha dizer que a grande próxima paixão do Partido Socialista seria a saúde”, vincou.