Rui Rio saudou Miguel Albuquerque, “o principal rosto da vitória” nas eleições regionais da Madeira, mas também Alberto João Jardim, pelo “legado extraordinário” que deixou no arquipélago e pelo apoio que deu na campanha. “Quarenta e três anos de vitórias é efetivamente uma marca dificílima de igualar. E não é possível ter 43 anos de vitórias sem um grande trabalho. E é esse trabalho que os madeirenses têm sistematicamente reconhecido ao PSD”, sublinhou.

Em conferência de imprensa, este domingo, em Lisboa, Rui Rio afirmou que o resultado do PSD na Madeira “é muitíssimo bom”, pelo que “há todas as condições” para formar governo com o CDS-PP. “Naturalmente, respeitamos sempre a autonomia do PSD/Madeira, mas aquilo que são as informações que tenho, é que há todas as condições para que se forme um governo de maioria através de negociações com o CDS”, afirmou.

Rui Rio criticou os socialistas por terem feito a festa antecipadamente. “Ouvi muito recentemente o presidente do PS, Carlos César, dizer que já lhe cheirava a vitória do PS na Madeira. Espero que, neste momento, relativamente a 06 de outubro já lhe esteja a cheirar à mesma coisa”, declarou.

Além da derrota do PS, o Presidente do PSD referiu-se também ao “desaparecimento do BE” e à “brutal queda do PCP” da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira. “Aquilo que foi a intenção das pessoas que não votaram no seu partido – neste caso, o PCP ou o BE – e votaram no PS, perderam, como se costuma dizer, pau e bola”, considerou.

Rui Rio saudou ainda a diminuição da abstenção nas eleições regionais da Madeira, que se cifrou nos 44,49%. “Isto é um aspeto positivo que cumpre realçar”, disse.

O PSD venceu as eleições legislativas regionais da Madeira, com 39,42%, elegendo 21 dos 47 deputados. O PS obteve 35,76%, ou seja, conseguiu 19 mandatos. O CDS-PP, com 5,76% dos votos e três deputados, foi a terceira força política mais votada, seguido pelo JPP, com 5,47% e também três parlamentares. A CDU conquistou um lugar, alcançando 1,80% dos votos.