Rui Rio acusa o PS de ser “uma ponte para o extremismo de esquerda” e pede os portugueses para fazerem uma avaliação do Governo no dia 26 de maio. “O PSD é uma ponte para a moderação e democracia enquanto o PS pode combater o extremismo de direita, mas não combate o extremismo de esquerda. O PS é uma ponte para o extremismo de esquerda”, declarou.

Num jantar-comício que mobilizou 2000 militantes e simpatizantes, este domingo, em Penafiel, o Presidente do PSD lamentou que António Costa tenha dito, a propósito da contagem do tempo de serviço dos professores, que “não fica admirado com a irresponsabilidade financeira do PS e do BE”. “Mas então os parceiros que ele escolheu são alguém em quem ele não tem confiança em termos de responsabilidade financeira? Podia ter dito no princípio de legislatura”, disse.

Rui Rio diz que agora é tempo de “falar de eleições” e o PSD tem muito orgulho nos 29 candidatos. “Ao contrário do PS que procura esconder o seu candidato, procuramos fazer o contrário, mostrar toda a nossa lista”, afirmou.

Rui Rio considera que é preciso fazer uma avaliação da governação das esquerdas. “O senhor Primeiro-Ministro pediu aos portugueses que, nesta eleição, fizessem uma avaliação daquilo que é a política do Governo. Pois bem, têm os portugueses a oportunidade de olhar para a política do Governo e dizerem-me se querem assim ou se querem diferente ou se querem melhor”, sublinhou.

Como exemplos da incompetência socialista, Rui Rio apontou o aumento das listas de espera, a degradação nos cuidados de saúde e a redução dos profissionais desta área das 40 para as 35 horas de trabalho semanal “quando não havia condições para fazê-lo”. “Quando enchem a boca com a Constituição da República e com a Lei de Bases da Saúde, não estão a cumprir a Constituição”, acusou, dizendo que se 2,7 milhões de portugueses têm seguro de saúde privado é porque o setor público não tem cumprido a sua função.

Os atrasos na concessão das reformas, a “injustiça territorial” da medida dos passes sociais e a colocação de “familiares e amigos” no aparelho do Estado foram outros exemplos de uma governação mais concentrada na defesa dos interesses próprios. “O PS segue esta máxima: ‘primeiro a família, depois o PS e só depois Portugal’”, acusou.

Outra razão para votar no PSD, explicou Rui Rio, é a diferença de qualidade dos candidatos do PSD, reiterando que esta “não é uma prateleira dourada de antigos governantes do PS, do governo do engenheiro Sócrates e do governo do doutor António Costa”. “De hoje a 15 dias, os portugueses vão olhar aos argumentos que passam pelas nossas propostas europeias, pela fraca governação do PS, que passam pela falta de sentido de responsabilidade do primeiro-ministro e pela qualidade da nossa lista. Não faltam argumentos para os portugueses votarem no PSD no dia 26. É por isso que nós temos a justa aspiração de ganhar as eleições europeias”, resumiu.