Em entrevista à Agência Lusa, que será divulgada na íntegra no domingo, Rui Rio sublinha que o adversário do PSD é o PS, pelo que não disputa eleitorado com o CDS-PP. “Historicamente, neste ponto ou noutro, o PSD disputou eleitorado com o CDS, comigo o PSD não disputa eleitorado nenhum com o CDS. O CDS é um partido de direita – e bem, tem de haver partidos democráticos de direita –, o PSD não é um partido de direita genuinamente desde a sua fundação (…) É social-democrata, somos um partido de centro”, afirmou.

Rui Rio lembra que é “social-democrata pelo menos desde os 15, 16 anos”, e é natural que o CDS possa “defender uma posição mais à direita, mais conservadora” no debate televisivo que terá com Assunção Cristas esta quinta-feira. “Naquilo que forem as críticas ao Governo, vamos ter provavelmente uma convergência muito grande. Naquilo que forem as propostas, pode-se notar aqui ou acolá uma ou outra diferença, se as coisas fossem para o capítulo ideológico notavam-se mais diferenças”, expressou.

Sobre a decisão de o PSD e o CDS concorrerem isoladamente às eleições legislativas, Rui Rio frisa que “a única vantagem da coligação pré-eleitoral é realmente o método de Hondt” e “por meras razões matemáticas, as coligações acabam por dar mais dois ou três deputados no final”. O Presidente do PSD considera, por isso, “saudável que os partidos se apresentem em listas próprias, como se apresentaram em 2011 e depois formaram governo”.

No caso da Madeira, Rui Rio postula que faz todo o sentido fazer uma coligação pós-eleitoral com o CDS na Madeira, caso o PSD não obtenha a maioria absoluta. “Aquilo que me dizem da Madeira é que isso está ajustado e se o PSD ganhar, mas sem maioria absoluta – o que não deixa de ser uma vitória se o fizer, porque são muitos anos (…) – se houver uma perda, ou houver uma vitória, mas não chega lá, as informações que eu tenho é que há condições para fazer essa coligação”, defende Rui Rio.