A campanha do PSD esteve na tarde de sexta-feira na cidade da Guarda, onde durante uma hora e meia, percorreu as ruas do centro da capital da Beira Alta, ao som de bombos, concertinas e dos cânticos efusivos da Juventude Social Democrata. O ponto de encontro foi a Sé e o percurso estendeu-se até ao antigo cineteatro da cidade, palco de mais uma conversa, com perguntas da assistência.

Pelo caminho, Rui Rio cumprimentou aqueles com quem se cruzava, entrou nos estabelecimentos e entregou dezenas de lápis. À comitiva, juntou-se o eurodeputado e ex-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro.

Falando do programa eleitoral do PSD, o Presidente do PSD teve oportunidade de salientar que “aquilo que é mais importante é haver a coragem para tomar” as medidas necessárias para dinamizar o interior do País.

Durante a manhã de sexta-feira, Rui Rio visitou uma associação de apoio a pessoas com deficiência mental, a APPACDM de Castelo Branco, a multinacional Altran no Fundão, e almoçou na cantina da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, com o reitor e professores da instituição.

Na “talk” da Guarda, o Presidente do PSD defendeu que aquilo de que Portugal mais precisa é de “uma personalidade vincada idêntica” à de Sá Carneiro, e recusou estar na política “com manha e hipocrisia”. “A postura da hipocrisia, a postura do politicamente correto, a postura manhosa, nós estarmos na política com hipocrisia, com manha, falsidade e dizer apenas aquilo que todos queremos ouvir e sabemos que não é verdade é profundamente descredibilizador”, afirmou.

Nesta sessão de perguntas e respostas de mais de uma hora, e em que foram abordados temas como a saúde, a descentralização e a economia, Rui Rio criticou o PS por acenar com mentiras em matéria de pensões. “Quando o PS vem dizer que se o PSD ganhar lá vêm cortes nas pensões, não é honesto do ponto de vista político, porque sabe que isso não é verdade”, frisou.

Esta “talk”, que decorreu no local onde o fundador do PSD, Francisco Sá Carneiro, fez o primeiro comício na cidade, antes de ser Primeiro-Ministro, o cabeça de lista pela Guarda, Carlos Peixoto, fez uma comparação: “dizem que a história não se repete, mas nós queremos que a história se repita (…) temos esperança, temos confiança de fazer de si desde a Guarda Primeiro-Ministro de Portugal”, afirmou, destacando a “hombridade, decoro e princípios” que considera caracterizar Sá Carneiro e Rui Rio.