No frente a frente com a líder do CDS/PP, Rui Rio explicou por que é que o PSD prefere concorrer em listas próprias às eleições legislativas. “A situação normal é os partidos irem separados. Ganhávamos qualquer coisinha [em coligação] no método de Hondt, ganhávamos dois ou três deputados. Assim marcamos a nossa identidade, não há problema nenhum”, afirmou Rui Rio.

O Presidente do PSD admite, todavia, que os dois partidos possam entender-se, mas só após as eleições de 06 de outubro. “Se juntos tivermos maioria, nós obviamente tomamos a decisão de ter a solução [de acordo] que sempre tivemos ao longo da história”, especificou.

Rui Rio destaca que cada partido tem as suas posições autónomas, e o PSD disputa eleitorado com o PS.

O líder do PSD assinala que os “portugueses valorizam” posturas construtivas, porque os eleitores não querem partidos que estejam “permanentemente” em divergência e em espírito de bota-abaixo. “Um dos males do País é que vem um governo e anula o que o outro fez e vem outro e anula o que o outro fez”, observou.

Rui Rio insiste que os partidos devem, em nome do interesse nacional, procurar entendimentos em matérias “estruturais”. “Esteja na oposição ou esteja no governo o meu dever é para com o País, eu tenho procurar de ser útil ao País”, salientou.

No debate de cerca de 36 minutos, Rui Rio assinalou alguns pontos principais que defende para Portugal: estabilidade nas políticas, serviços públicos eficazes, melhores empregos e melhores salários, economia robusta e exportadora e redução de impostos.

No frente a frente na SIC, esta quinta-feira, Rui Rio mostrou clareza nas propostas, segurança nos argumentos e determinação em mudar o rumo do País.