No arranque da campanha eleitoral, o Presidente do PSD esteve esta terça-feira no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde simbolicamente Rui Rio escolheu o setor da saúde e o distrito de Setúbal para mostrar que o SNS ficou “pior” com a atual governação. “Quis começar por Setúbal. A parte da saúde é a que toca mais de perto os portugueses. A degradação que temos assistido no Serviço Nacional de Saúde é particularmente preocupante. (…) O diagnóstico é mau. Faltam medicamentos. As listas de espera para consultas e cirurgias são maiores. As dívidas aumentaram e é curioso que hoje saiu um relatório social, mas estamos em setembro e ainda não saiu o relatório e contas do Serviço Nacional de Saúde, e suspeito que não vai sair antes de 06 de outubro, apesar de reportar-se a 2018. Aquilo que eu suspeito é que os números estão piores do que podemos imaginar”, disse.

Rui Rio conclui que “o Serviço Nacional de Saúde em 2019 está pior do que estava em 2015” e a “linha de rumo” do PSD para a saúde, explicou, é introduzir critérios de gestão e mais autonomia hospitalar. “Temos de ter uma gestão de molde a aproveitar os recursos e eliminar os desperdícios”, apontou.

O líder do PSD dá como exemplo o Hospital Garcia de Orta, onde não existe um contrato-programa para esta unidade. “Há hospitais com investimentos parados de mais de 1 milhão de euros, porque o conselho de administração não tem autorização do Ministério da Saúde e, por sua vez, não tem autorização do Ministério das Finanças para contratar três funcionários que vão lidar com as máquinas”, lamentou.

Sobre a campanha eleitoral, Rui Rio explicou que o objetivo do PSD “é conseguir explicar às pessoas que é absolutamente fundamental votar e não ficar em casa, porque se as pessoas ficarem em casa estão a dar a decisão aos outros e não estão a participar numa decisão e, portanto, depois não se podem queixar”.