A comitiva do PSD percorreu o centro das Caldas da Rainha no final da tarde de quinta-feira. Rui Rio e a cabeça de lista por Leiria, Margarida Balseiro Lopes, caminharam pela Rua Almirante Cândido dos Reis até ao mercado da fruta. O Presidente do PSD encontrou uma senhora que se apresentou como uma conterrânea da sua idade, e lhe disse que nasceu também “em Massarelos, em ’57”. “Eu também nasci em ’57, mas não foi em Massarelos, foi no Bonfim”, retificou Rui Rio.

À noite, o empresário Henrique Neto foi o convidado de honra de uma conversa (“talk”), no Mercado Sant’Ana, onde respondeu, ao lado do Presidente do PSD, a 16 questões colocadas por cidadãos, uma por cada município que constitui o distrito de Leiria.

O ex-militante socialista, que consolidou vida empresarial na Marinha Grande, defendeu que pode “ser útil expressar” o que pensa “sobre os diferentes problemas do país”. Confessando ter “muito respeito pelo Dr. Rui Rio”, Henrique Neto referiu que se sente “mais próximo do Dr. Rui Rio do que do Dr. António Costa, sobre isso não há dúvida”.

A cabeça de lista por círculo de Leiria insistiu na abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil, criticando o PS que, “quando houve a votação desse diploma” na Assembleia da República, “se absteve nessa votação”.

Perante uma plateia de cerca de 400 pessoas, o líder da distrital de Leiria, Hugo Oliveira, acusou o secretário-geral socialista de faltar à verdade sobre a Base Aérea de Monte Real. “Todos defendemos a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil, mas o candidato socialista e atual primeiro-ministro disse que há dois anos que está a trabalhar nesse projeto, mas também há um ano disse o contrário”, apontou, considerando que “é por isso que os políticos deixam de ter credibilidade”.

Nesta tertúlia, Rui Rio explicou o modelo económico que o PSD propõe para o País e que passa pela redução do peso dos impostos, que não é “nenhum milagre”, pois as contas estão feitas. “Aquilo que é a nossa principal aposta (…) é a redução de impostos. (…) Nós propomos a redução do IVA da eletricidade e do gás de 23 para 6%. Não é um milagre, eu sei que custa 500 milhões de euros e tem uma folga de 3,7 mil milhões de euros. (…)”, afirmou.

Antes de começarem as perguntas e respostas, dois atores voltaram a representar uma rábula – à semelhança do que já tinha sido feito em Faro com o tema da saúde –, mas desta vez dedicada à carga fiscal.