Beja foi a cidade escolhida pelo PSD para o primeiro contacto com a população na manhã desta quarta-feira. Faltavam poucos minutos para as 10h00 e já o Presidente do PSD e o cabeça de lista pelo círculo de Beja, Henrique Silvestre Ferreira, se encontravam no ponto de encontro marcado, acompanhados por apoiantes e jovens social-democratas que exibiam bandeiras e megafones. A meio do percurso a comitiva aproveitou para se sentar numa pastelaria centenária e beber um café, antes de o líder do PSD responder às perguntas dos ouvintes no fórum da TSF, num estúdio ambulante montado a bordo de uma carrinha estacionada na Praça Diogo Fernandes.

Rui Rio ouviu as queixas dos populares, como uma senhora que lamentou o facto de a autoestrada ainda não ter chegado a Beja.

No fórum radiofónico da TSF, Rui Rio criticou o “tique socialista” do Primeiro-Ministro para “montar espetáculos e encenações para desviar as atenções”, como aconteceu no caso do descongelamento da carreira dos professores e na greve dos motoristas de matérias perigosas. “Quando estão com dificuldades, é esperar que mais dia menos dia inventem outra encenação”, disse.

O líder do PSD afirmou não receber lições de rigor financeiro de Mário Centeno e acusou o ministro das Finanças de “desplante” quando disse que o PSD pretende “gastar” o esforço dos portugueses. “[Mário Centeno] Não está a atirar uma farpa ao Dr. Joaquim Sarmento, está a atirar uma farpa a mim próprio, e isso revela um completo desconhecimento da política em Portugal. O Dr. Mário Centeno chegou à política há muito pouco tempo. Pelos vistos não observou o que se passou nos últimos 20 ou 30 anos em Portugal e vir explicar-me a mim o que é pôr as contas certas e arrumar as finanças – se ele tem o desplante de o dizer a mim, se tem o desplante de fazer isso – não sabe o que está a dizer. Não tem noção do que está a dizer. Ensinar-me o que é rigor financeiro?”, declarou.

Rui Rio diz que as afirmações do ministro as Finanças mostram algum “desespero do PS relativamente à forma como a campanha está a evoluir” e provêm de “um partido que levou o País à bancarrota”.

Rui Rio respondeu abertamente às questões dos ouvintes sobre agricultura e florestas, sistema político, abstenção, sistema de pensões, serviços públicos, emprego para os jovens, justiça, impostos, cuidados de saúde, concessão de crédito e excesso de concentração bancária.

A caravana seguiu ao final da manhã para a Adega Ribafreixo na Vidigueira.