Rui Rio defende “medidas discriminatórias” para o interior e que implicam “coragem, por um lado”, para aprofundar “a descentralização e, por outro, pela desconcentração” do território. Em Castanheira de Pera, quando se assinalam dois anos dos incêndios que afetaram a região de Leiria, o Presidente do PSD apontou a repartição de competências e a desconcentração administrativa como soluções para reduzir as assimetrias entre o litoral e o interior. “Relativamente ao que é mais estrutural, no fundo, vamos bater sempre no mesmo e que tem a ver com medidas que possam contrariar o excesso de concentração no litoral e particularmente nas Áreas Metropolitanas e haver uma política para o interior que possa dar uma oportunidade a estes territórios que estão abandonados”, afirmou.

Rui Rio dá como exemplo a instalação de “serviços públicos” fora dos territórios urbanos habituais como forma de “criar escala e de desenvolver” as regiões desfavorecidas. “Se nós não conseguirmos atrair investimento e, com isso, criar emprego e fazer alguma desconcentração, como disse há bocado, que é o primeiro passo que o Estado tem à mão para ajudar, efetivamente, não percebo qual possa ser um horizonte melhor do que temos neste momento”, referiu.

O Presidente do PSD defende ainda “uma gestão eficiente” da floresta. “Depois há uma componente absolutamente vital, de difícil gestão, que é a gestão da floresta. Se não formos capazes de criar uma política de gestão da floresta, em que a floresta possa ser rentável para quem a detém, naturalmente que as pessoas não têm condições para tratar dela se dela não retirarem rendimento nenhum”, enalteceu.

Num comentário à reparação dos danos deixados pela tragédia dos incêndios de 2017, Rui Rio saudou a reconstrução das casas permanentes ou de primeira habitação.

Sobre o SIRESP, Rui Rio classifica de “arrojada” a decisão de compra pelo Estado das participações dos dois operadores privados na empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança. “O SIRESP não funcionou, funcionou mal, e o que o Governo entendeu foi assumir ele a responsabilidade de gestão, ficando com 100% do capital. Vamos ver, no futuro, se teve uma boa decisão ou uma má decisão, mas teve, necessariamente, uma decisão arrojada em que assume a responsabilidade” pelo funcionamento deste sistema, disse.