Rui Rio pede uma resposta concertada e urgente dos líderes da União Europeia para que cheguem a um compromisso sobre o plano de relançamento face à crise socioeconómica despoletada pela covid-19. “Ontem, participei por vídeo numa cimeira do PPE, que antecede os Conselhos Europeus. Não há ninguém que não tenha dito que não tenha de ser rápido”, afirmou.

O líder do PSD pretende, assim, que a União Europeia possa disponibilizar os fundos postos à disposição para apoiar os Estados-membros afetados pela crise. Rui Rio reconhece que são necessárias “regras apertadas”, mas é preciso ultrapassar a “carga burocrática” que normalmente acompanha estes apoios tão prementes para os países mais atingidos pela pandemia. “Devo dizer que essa é a minha opinião, ou seja, eu estou do lado dos que querem mesmo regras, porque a última coisa que eu gostaria era de ver Portugal receber o dinheiro e depois esse dinheiro não ter o efeito multiplicador sobre a nossa economia e sobre o nosso futuro que é justo que tenha”.

Rui Rio comentou ainda a evolução epidemiológica, sublinhando que, mesmo perante as garantias dos especialistas que dizem que os transportes não são o principal foco de contágio, é preciso encarar a situação com muita atenção e encontrar regras e soluções distintas para cada caso. “Na Área Metropolitana de Lisboa, onde temos mais problemas, poderá ser onde há mais dificuldade de oferta dos transportes públicos. O equilíbrio é tratar diferente aquilo que, neste momento, é diferente. É na Área Metropolitana de Lisboa que estão os principais focos”, referiu.

Rui Rio elogia o “ato corajoso, que condiz com a sua maneira de ser” do então Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, por ter recusado ajudar Ricardo Salgado. “O que ele [Passos Coelho] fez não foi travar um criminoso, foi travar um poderoso, talvez o maior poderoso de Portugal”, assinalou.

O Presidente do PSD, que esteve, esta sexta-feira, na empresa OSM, em Pedras Salgadas, Vila Pouca de Aguiar, saudou esta unidade que exibe um ambiente de trabalho e uma tecnologia raros. “Fiquei bastante agradado com o que vi, não só com o nível de tecnologia que é empregue como o ambiente de trabalho. Não é fácil nos principais centros industriais do País termos um ambiente de trabalho e uma tecnologia igual à que vi hoje”, disse.

Rui Rio interveio de seguida, como orador convidado, numa conferência da juventude, promovida pela “Youth Academy” em Vila Real.