Rui Rio apresentou esta terça-feira, em conferência de imprensa, em Lisboa, o quadro macroeconómico do PSD para os próximos quatro anos (2019-2023). Da proposta sobressaem três ideias principais: promover o investimento, incentivar as exportações e reduzir a carga fiscal para as famílias e empresas.

O líder do PSD considera que “baixar a carga fiscal é um imperativo nacional” na próxima legislatura, ao mesmo tempo que é crucial promover o aumento do investimento público de forma a proporcionar aos portugueses “melhor emprego e melhores salários”. “Uma estratégia económica [orientada] para melhores empregos e melhores salários, assente nas exportações e no investimento, aumento do investimento público face àquilo que tem vindo a ser com a governação do PS e redução da carga fiscal”, sublinhou.

Na perspetiva de Rui Rio, a estratégia de desenvolvimento económico “tem de assentar no crescimento pela via das exportações e do investimento”, nomeadamente fazer “mais 3,6 mil milhões de euros de investimento público na próxima legislatura”.

Caso vença as legislativas de 6 de outubro, o compromisso do PSD é durante os quatro anos de governação reduzir a carga fiscal em 1,5 pontos percentuais do PIB. “Está aqui uma diferença enorme para aquilo que é o PS. O Primeiro-Ministro já teve a oportunidade de dizer publicamente que se for reeleito jamais baixará a carga fiscal”, distinguiu.

O PSD compromete-se, assim, com “políticas públicas para aumentar a competitividade das empresas” e “aumentar o investimento público que, como se sabe, durante a governação do PS atingiu o patamar mais baixo dos últimos anos, representa 2% do PIB”.

Rui Rio lembra ainda que “nunca os portugueses pagaram tantos impostos”, mas é possível uma descida gradual do aperto fiscal que os cidadãos sentem no dia a dia. “É um imperativo nacional iniciar uma trajetória de redução da carga fiscal e de alívio dos impostos que os portugueses estão a pagar”, explicou.

O incentivo da poupança é outra das apostas porque, refere o Presidente do PSD, “Portugal tem hoje a poupança aos níveis que tinha no fim dos anos 50 e no princípio dos anos 60 do século passado”.

No quadro macroeconómico do PSD, que serve de base ao programa eleitoral para as eleições legislativas, outro objetivo é a eliminação do défice público estrutural, prevendo-se um ligeiríssimo superavit do saldo estrutural até 2023. O líder do PSD insiste, a esse propósito, que a “dívida pública tem de ir descendo paulatinamente ao longo dos anos”. “Jamais subir a dívida pública e a dívida externa, bem pelo contrário, baixar a dívida pública e a dívida externa”, expressou.

Rui Rio diz que o “Governo que está hoje em funções não está capaz de conseguir uma estratégia destas na exata medida que quer o BE quer PCP veem o capital como inimigo dos trabalhadores e os trabalhadores como inimigos do capital”.

Na próxima sexta-feira, o Presidente do PSD irá divulgar medidas para as finanças públicas, em particular propostas fiscais “concretas que reduzem os impostos das pessoas e das empresas”.

Leia aqui o quadro macroeconómico do PSD para 2019-2023.