O PSD vai “continuar a estudar” a possibilidade de os Institutos Politécnicos poderem alargar a sua oferta educativa, lecionando o 3.º ciclo de estudos superiores (doutoramentos). “O Conselho Estratégico, na área do Ensino Superior, Ciência [e Tecnologia], irá fazer uma proposta à direção nacional e nós havemos de ver como é que sai no programa eleitoral do PSD”, afirmou Rui Rio.

Rui Rio, que recebeu, esta sexta-feira, Pedro Lourtie, em representação dos Presidentes dos Conselhos Gerais dos Institutos Politécnicos, explicou, uma vez mais, a posição do PSD sobre as propinas. “Aquilo que é o apoio social deve ser dado em sede de bolsas de estudo, ou seja, um estudante, cuja família tem vontade e capacidade e não tem meios financeiros, não pode deixar de estudar, tem de estudar, mas não é por via de reduzir as propinas a todos, aos que tem dificuldades e aos que não têm, é por via das bolsas de estudos que fazemos a compensação. Sempre achamos errado baixar as propinas”, referiu.

Novo Banco: “auditoria é absolutamente imprescindível”

O Presidente do PSD defende que os contribuintes devem saber a verdade sobre a injeção de capital no Novo Banco, através do Fundo de Resolução. “Temos de ter uma auditoria que nos avalie se as imparidades são reais ou se estão a ser empoladas no sentido de rapidamente receberem o dinheiro dos contribuintes portugueses”, afirmou.

Rui Rio diz que só com uma auditoria é que se conhece o “empenho do Novo Banco” em todo este processo. “As informações que tenho recebido são de alguma gravidade. O Novo Banco sabe que apresentando determinadas imparidades, o dinheiro dos portugueses vai pagar isso. Foi a forma que o Governo encontrou para vender o Novo Banco”, apontou.

O líder social-democrata tem dúvidas de que o sistema bancário alguma vez consiga pagar “todo o dinheiro” canalizado para a instituição. “Quando o primeiro-ministro diz ‘não há custos para os contribuintes’, isto o que é que vale? Em minha opinião, não vale nada para daqui a 30 anos”, disse.

Lei eleitoral “deve ser clarificada”

Sobre a lei eleitoral, Rui Rio entende que a lei deve ser ajustada, mas entrando em vigor “em data própria”. “Essa lei tem de albergar a possibilidade de não deixar que o Governo, em sede de eleições europeias, ande a inaugurar tudo e mais alguma coisa, dia sim dia sim, inaugure centros de saúde duas e três vezes. Isso manifestamente é o Governo a aproveitar-se da posição que tem, para fazer campanha eleitoral em prol do Partido Socialista”, afirmou.

Rui Rio considera que a propaganda eleitoral Governo pode ter efeitos contrários. “Os 10 milhões de portugueses já têm muitos anos de democracia e de eleições, já percebem estas coisas e até pode sair o tiro pela culatra, como se costuma dizer, pois se percebe quando se vai inaugurar umas coisas atrás das outras, ao fim de quatro anos de atividade governativa muito escassa, em termos de investimento público, as pessoas também percebem por que está a fazer isso e não se deixam levar com tanta facilidade”, salientou.