O grupo parlamentar do PSD quer ouvir a ministra da Saúde, Marta Temido, e a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, no Parlamento sobre o aumento das taxas de mortalidade infantil e materna.

No requerimento apresentado esta segunda-feira na comissão parlamentar de Saúde, o PSD sustenta que no ano passado aquelas taxas de mortalidade sofreram “um brutal e preocupante agravamento, registando valores humanamente inaceitáveis, além potenciadores de significativo alarme social”.

O PSD cita as 287 mortes durante o primeiro ano de vida em 2018, mais 58 do que em 2017, subindo a taxa de mortalidade infantil para 3,3 óbitos por mil nados-vivos, o valor mais alto desde 2009.

Relativamente a mortes maternas, “morreram, no ano passado, 17 mulheres, quase o dobro do que em 2017 e o triplo de 2015, subindo a taxa de mortalidade materna para 19,5 mortes por cada cem mil nascimentos, o valor mais alto das últimas décadas”, aponta o PSD.

Antes das audições, os deputados social-democratas pedem o envio por parte do Governo para a comissão de saúde de “todos os estudos realizados no âmbito do Ministério da Saúde a respeito do aumento das taxas de mortalidade materna e infantil verificados no ano de 2018”.