O que me levou a aceitar este desafio foi Portugal.

A nossa ambição. A nossa capacidade. Os nossos sonhos. A nossa exigência de um melhor nível de vida. A nossa obrigação de deixar um País melhor do que aquele que recebemos.

Portugal vive um momento de alavanca. Ultrapassadas as dificuldades advindas da intervenção da troika e constatada a incapacidade do atual Governo em implementar reformas, está na hora de Portugal ter um Primeiro-Ministro capaz de nos devolver a esperança, de preparar o futuro que merecemos, de programar o Portugal de que precisamos.

Está na hora de Rui Rio!

Está na hora de Portugal ter um projeto governativo que possa ser capaz de lançar as reformas estruturais de que o nosso país, a nossa autossuficiência económica e a nossa qualidade de vida necessitam.

Portugal é um projeto adiado. Um país que tem todas as condições de que precisa, desde as naturais ao posicionamento geoestratégico, para poder ser tomado em mãos com um projeto que nos dê o futuro que nós portugueses, há muito merecemos.

Está também na hora da afirmação do distrito de Braga como o “new comer” no nosso País.

Uma região que alberga cerca de 1 milhão de habitantes. Uma região que alberga as duas maiores cidades do Norte de Portugal a seguir à Área Metropolitana do Porto. Uma região que, na esteira da tradição industrial que a caracterizou, representa hoje um motor da economia nacional em áreas da chamada economia 2.0, na inovação, no empreendedorismo, na investigação. Uma região que alberga uma das principais universidades portuguesas – a Universidade do Minho – classificada na elite das melhores universidades do Mundo com menos de 50 anos. Uma região que soube cerzir as suas idiossincrasias criando entre os seus principais e diferenciados polos urbanos, que representam 70% da região do distrito – Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos – uma plataforma de convivência institucional e planificação estratégica comum, designada de Quadrilátero Urbano, designação que assume simultaneamente a diferenciação e coesão necessário para afirmação da terceira área metropolitana nacional, não centrípeta, isto é, não inspirada na tradição das áreas metropolitanas portuguesas, mas marcadamente centrífuga, inspirada num modelo da europa central, de que a região metropolitana do Rhur (Alemanha) é, porventura, o melhor exemplo. Uma região que é também uma referência no turismo, com o Centro Histórico de Guimarães (desde 2011) e o Bom Jesus de Braga (2019), classificados pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade. Uma região que contrariando a tendência nacional em matéria de natalidade vai acumulando classificações como sendo das regiões mais jovens da Europa.

Uma região de futuro.

Mas simultaneamente uma região de forte cultura e arreigadas populares, de essência pátria, de relevante ligação ao mar e à agricultura, museu vivo do ser português, originário e hodierno, laboratório do “new comer” papel que, sem qualquer imodéstia, queremos assumir e ostentar.

André Coelho Lima
Cabeça de lista do PSD pelo círculo de Braga