Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, Paulo Rangel rejeita liminarmente a criação de impostos europeus. “Nos tratados não existe essa possibilidade. É importante respeitar a soberania fiscal na fase em que estamos da integração europeia”, responde Paulo Rangel. No entender do eurodeputado, a reforma fiscal dos recursos próprios não pode passar pela criação de “tributos” europeus, mas apenas por um aumento de receitas próprias em três áreas já identificadas pela Comissão Europeia: as transações financeiras, as plataformas digitais e as alterações climáticas.

O candidato do PSD defende ainda uma reação europeia concertada perante a crescente competição vinda da China, criticando a posição “pró-chinesa” do Primeiro-Ministro português. “Uma coisa é o investimento feito por razões económicas, outra é o investimento por razões geopolíticas, e este é o problema da China. Uma parte importante das gigantes chineses é controlada pelo Estado chinês. Situação muito diferente dos Estados Unidos. Isto põe um problema novo. e defende que é preciso encontrar uma resposta à ameaça da China”, afirma.

O eurodeputado critica igualmente a ambiguidade do PS em relação aos governos socialistas que atentam contra as liberdades e o Estado de Direito. “Não tenho dúvidas em condenar Orbán, não aceito é que Pedro Marques e António Costa se recusem a fazer um juízo de censura sobre a Roménia, Eslováquia ou Malta. Não aceito o duplo padrão”, refere.

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