Em Coimbra, esta quarta-feira, Paulo Rangel questionou se o PS não se estará a “transformar no partido unipessoal” de António Costa. Num jantar-comício com cerca de 700 pessoas, o eurodeputado lamentou que os socialistas andem a criticar o PSD por trazer à campanha ex-líderes do Partido. “Por que é que não vai nenhum ex-líder à campanha do PS? Será que o PS se está a transformar num partido unipessoal, que é o partido de Costa e apenas de Costa e mais ninguém?”, interrogou.

Paulo Rangel diz que o PS revela “uma profunda dissonância” nas posições em relação aos liberais europeus tomadas por António Costa, e o ministro e dirigente do PS, Pedro Nuno Santos. “Mas afinal que PS é este? É o PS de Costa em Lisboa, é o PS de Costa em Paris ou é o PS de Pedro Nuno Santos em Aveiro?”, desafiou, acusando o Primeiro-Ministro de uma “espargata ideológica” ao estar coligado com BE e PCP.

Paulo Rangel considera que António Costa quer “aparecer ao lado líderes internacionais com influência”, mas “não há socialistas de renome internacional”.

Num espaço histórico para o PSD em Coimbra, o pavilhão dos Olivais, Paulo Rangel acusou o PS de “esconder alguns dos seus candidatos”, como a número dois, Maria Manuel Leitão Marques. “Que Simplex leva para a Europa? Leva o Simplex das pessoas que se reformam num dia e têm de esperar um ano, um ano e meio para saberem se têm pensão de reforma e regularizarem a sua situação, porque a Segurança Social ignora e faz de conta que elas não atingiram a idade de reforma? É este Simplex que querem levar para a Europa? O dos atrasos no pagamento e na regularização das pensões de reforma?”, apontou.

Outro exemplo, salienta Paulo Rangel, é o número três da lista socialista, Pedro Silva Pereira, “o antigo braço direito de José Sócrates” que ainda não apareceu “em nenhuma ação de campanha”.

Antes, o presidente da Mesa do Congresso Nacional, Paulo Mota Pinto, centrou também críticas à lista do PS e ao facto de nela estarem vários ex-ministros do atual Executivo de António Costa. “Ou estavam a fazer bem no Governo e não deviam ter saído ou estavam a fazer mal e vão fazer mal para o Parlamento Europeu”, disse.