É uma “prioridade” do PSD para a juventude e “uma alavanca do nosso programa”. Paulo Rangel apresentou os quatro pilares de uma visão integrada para a juventude europeia, assente na formação, conhecimento, emprego e serviço à comunidade e criticou o PS por acusar falsamente o PSD de não ter ideias para a Europa.

O cabeça de lista do PSD participou, este domingo, numa iniciativa conjunta da JSD de Águeda, Anadia, Mealhada, Oliveira do Bairro e Vagos. Aos jovens social-democratas, Paulo Rangel elencou a estratégia do Partido para a juventude, em propostas a levar às próximas eleições europeias.

Do pacote de medidas para os jovens, faz parte o reforço do programa Erasmus+, “em que já aceitámos uma triplicação”, explicou, que permitirá a mais pessoas terem acesso àquele programa de formação. Este reforço permitirá abrir o programa Erasmus+ para aqueles que “não têm condições hoje” de o fazer. “Nós sabemos que as bolsas são baixas e que pessoas de recursos mais pequenos não conseguem complementar essas verbas”, lembrou.

Abrir a Europa a todos os jovens é o objetivo na base de uma segunda medida, o reforço do programa DiscoverEU, que entrega a todos os jovens que completem 18 anos um bilhete para que possam ter a experiência de um interrail pela Europa. Como sublinhou Paulo Rangel, “é fundamental que muita gente que nunca viajou ou viajou pouco possa ter essa oportunidade única, quando faz 18 anos”, sendo este um programa “lançado pelo PPE e apoiado pelo PSD”.

Para responder ao problema do desemprego jovem elevado, que afeta vários países da comunidade, Paulo Rangel defendeu que é preciso “apostar maciçamente”  no programa EURES, “uma espécie de Erasmus para o primeiro emprego fora do país”, destinado a jovens até aos 35 anos. “Nós temos de ter uma proposta europeia para um problema comum que é o desemprego jovem” e “essa resposta é o programa EURES”, reiterou Paulo Rangel.

Em quarto lugar, o Corpo Europeu de Solidariedade, para que os jovens possam ter uma experiência cívica de voluntariado, até combinada com uma pausa na sua vida académica ou profissional. Havendo já condições para avançar no próximo pacote financeiro, explicou Paulo Rangel, “aquilo que queremos” é “criar, tal como se fez para o Erasmus e como se está a fazer para o EURES, a oportunidade de uma massa enorme de jovens poderem fazer o gap year ou gap semester, parar durante seis meses para fazer trabalho de voluntariado, para fazer serviço cívico, para ter uma experiência junto dos outros”.

Para o cabeça de lista, experiências como as que este pacote de medidas visa permite criar laços e “é disse que se faz a Europa”, do “conhecimento do outro”. “Vejam como preenchemos tudo”, detalhou, elencando “a formação com o Erasmus”, “algum lazer e conhecimento com o interrail”, o “primeiro emprego com o EURES” e o “serviço à comunidade com o Corpo Europeu de Solidariedade”. “É esta visão integrada dos jovens que tem o programa do PSD e, por isso, não aceito nem admito que nenhum candidato do PS e muito menos o senhor primeiro-ministro (que é o único que agora fala) venham dizer que não há propostas no programa do PSD”, rematou.