Paulo Rangel espera que o cabeça de lista Pedro Marques esclareça se pretende assumir o mandato de deputado europeu ou se “está a fazer um estágio para depois ser nomeado comissário europeu, se disso for o caso”. O eurodeputado do PSD acusa o Partido Socialista e o seu candidato de “não levarem a sério” as eleições europeias, criticando a “ambiguidade” do ex-ministro do Planeamento. “Isto não é altura de brincar às eleições, ou quer mesmo ir ao Parlamento Europeu ou não quer, e se não quer tem de dizer que não quer, não pode viver na ambiguidade, a enganar. Não pode viver a prometer que vai ser deputado para depois deixar de ser”, afirmou Paulo Rangel.

Num jantar com militantes em Arganil, Paulo Rangel entende que é preciso respeitar “a escolha” democrática dos eleitores. “Isso revela que o Partido Socialista e o seu cabeça de lista não levam a sério estas eleições, porque não estão em condições de dizer se respeitam ou não a escolha do eleitorado”, afirmou.

Num discurso de 30 minutos, Paulo Rangel manifestou indignação pela “visão burocrática e centralista” do atual Governo e avisou que Portugal pode “perder o dinheiro” do fundo de solidariedade atribuído pela Comissão Europeia. “O que existe é burocracia e mais burocracia e corremos o risco de chegar ao fim e perder o dinheiro e ter de o mandar para Bruxelas outra vez. É esta a consideração que o Governo de António Costa tem”, alertou.

Paulo Rangel frisa que, dos 50 milhões de euros do fundo de solidariedade da Comissão Europeia, “metade foi para a administração central e outra metade está paralisada em burocracias”.

Paulo Rangel agradeceu “o calor humano” dos militantes e simpatizantes de Arganil e dos concelhos vizinhos, territórios de “baixa densidade” tão ignorados pela administração central.

Durante a tarde de terça-feira, o candidato do PSD visitou os pontos críticos do IP3, onde criticou a ausência de uma via com perfil de autoestrada entre Coimbra e Viseu, que seria uma “via estruturante para o País”, fazendo uma ligação mais ampla entre a Figueira da Foz e Chaves. Paulo Rangel coloca a segurança rodoviária no topo das prioridades. “Num troço de 20 quilómetros a partir daqui, morreram 124 pessoas nos últimos 10 anos. Não há nenhuma estrada no País onde tenha morrido tanta gente num espaço de 20 quilómetros”, lamentou.

Paulo Rangel diz que a sinistralidade nas estradas nacionais está a agravar-se desde 2017 por causa da política de desinvestimento do Governo. “São os cortes, as cativações, o desinvestimento na prevenção rodoviária e na dissuasão. Sabemos que a GNR e as Brigadas de Trânsito não têm sequer dinheiro para combustível”, destacou.

Paulo Rangel esteve ainda na empresa Frisalgados em Tábua, uma unidade que “é o bom exemplo” na dinamização da economia local e de um território muito afetado pelos fogos florestais. O cabeça de lista social-democrata defende uma “aposta nas Pequenas e Médias Empresas”, que são determinantes para contrariar “a desistência do interior” pelo Governo socialista.

Já ao final da tarde, Paulo Rangel e a comitiva social-democrata deslocaram-se ao Museu do Azeite em Oliveira do Hospital.