O cabeça de lista do PSD acusou António Costa e o PS de falta de “legitimidade moral” para falar de ética, e que teve como episódio revelador o “escândalo das famílias” no Governo. “O Primeiro-Ministro, que tem o escândalo das famílias, como é que pode falar em ética e em respeito?”, interrogou.

Ainda na segunda-feira, o jornal “Público” divulgava mais um caso envolvendo uma deputada do PS, que obteve fundos europeus para projetos familiares já concluídos. “A promiscuidade familiar é o pasto e o caminho para haver erros. Não há autoridade moral para o PS nos vir falar em ética, em respeito”, defendeu.

Dizendo-se “emocionado” com um “comício à moda antiga”, ao ar livre, Paulo Rangel apelou ainda à mobilização no próximo domingo, dizendo-se convicto que, “se todos tiverem o entusiasmo do público de Aveiro”, o PSD vai ganhar as eleições europeias. “Que ninguém desista, que ninguém tenha medo, neste domingo temos todos de ir votar e ir votar no PSD. Se o fizermos Portugal estará melhor na Europa e, ao mesmo tempo, é o efeito dois em um, vamos dar uma lição a António Costa e a todos no Governo”.

O cabeça de lista do PSD defendeu que, no próximo domingo, a escolha será “entre uma lista de gente competente, equilibrada territorialmente, entre gerações e por áreas” e a lista do PS “de ex-governantes de José Sócrates e de António Costa, de gente que apenas quer um cargo na Europa”. “A nova moda do PS é esconder os candidatos da sua lista, apresentando apenas o primeiro-ministro na campanha, nos cartazes e a toda a hora”, criticou.

A escolha, defendeu Paulo Rangel, é também entre “um programa de promessas vazias” e um de “propostas realistas”.

Durante a tarde, Paulo Rangel visitou duas empresas – Caves Messias na Mealhada e Rui Costa & Sousa em Ílhavo – exemplos de Pequenas e Médias Empresas (PME) de sucesso. “Quisemos chamar a atenção para as PME e para o setor exportador, para aquele que é o motor da modernização de economia portuguesa e que infelizmente este Governo ignorou. Não há, ao longo destes três ou quatros anos, uma reforma para as PME”, criticou.

Paulo Rangel apontou que as duas empresas que visitou hoje à tarde têm em comum “terem grande qualidade, mas fazerem tudo sozinhas”. “O Governo não tem nenhuma estratégia para o crescimento e para que o investimento seja bem sucedido”, lamentou.