Depois de dois dias em campanha por regiões do País afetadas pela desertificação e pela ausência de políticas de coesão, o cabeça de lista social-democrata assinalou, este sábado, em Guimarães, que não tem “medo da rua”: “Vamos onde está o povo, para o ouvir e naturalmente também para o tentar cativar e convencer para o nosso programa”.

Momentos antes, Paulo Rangel esteve no mercado de Vizela, contactando com comerciantes e populares, manifestando preocupação pelos cortes no Fundo de Coesão no próximo Quadro Comunitário de Apoio que “poderão prejudicar a agricultura e as pequenas e médias empresas do Vale do Ave”. As perdas, avisou, vão “afetar todo o País, em particular a região do Minho, que está na região mais pobre de Portugal, que é a região norte”, disse, defendendo que “não há nenhuma razão para aceitar essa proposta da Comissão Europeia, que o Governo diz que é uma boa proposta, mas que é uma má proposta, em que os países mais ricos ganham dinheiro, enquanto os países mais pobres estão a perder”.

“O que é que António Costa fez pelo interior? Acaba de fazer uma reprogramação dos fundos em que desvia para a Área Metropolitana de Lisboa e para a Área Metropolitana do Porto fundos que eram para o Alentejo”, apontou Paulo Rangel, frisando que é o Governo PS e não o PSD que “acha que é bom” haver uma proposta da comissão europeia para cortes nos fundos de coesão.

Já em Famalicão, Paulo Rangel declarou não receber “lições” daqueles políticos que vão cozinhar com a família para programas televisivos. “[O Primeiro-Ministro] Tem dito que é contra a política-espetáculo, contra a política feita para as televisões, contra a política de encenação. Há uma coisa que ele a mim não pode dizer, já que está a falar de Paulo Rangel e quer personalizar as coisas. A mim ninguém me viu com a minha família a cozinhar cataplana num programa de televisão”, afirmou.

No encontro com jovens, tanto Paulo Rangel como José Manuel Fernandes enalteceram o facto de o PSD ter na sua lista como número dois Lídia Pereira, candidata indicada pela Juventude Social Democrata, e líder da juventude do Partido Popular Europeu (YEPP). “Há aqueles que só falam de juventude e há aqueles que dão protagonismo à juventude ao colocarem a Lídia como número dois na lista do PSD”, destacou José Manuel Fernandes.

Lídia Pereira, de 27 anos, partilhou com a audiência que enchia a Casa das Artes de Famalicão a sua experiência de ter sido “uma beneficiaria direta” da União Europeia, já que participou no programa Erasmus, depois fez o mestrado fora de Portugal e teve a sua primeira experiência profissional no Luxemburgo. “A Europa em todos os momentos da minha vida esteve sempre presente e agora quero retribuir nos próximos cinco, dez, quinze anos tudo aquilo que recebi”, afirmou.

Ainda durante uma arruada pelo centro histórico de Guimarães, Paulo Rangel procurou sensibilizar os eleitores para o voto no PSD. “Nós hoje estamos a fazer ações de rua em Vizela, em Barcelos, em Guimarães que são tudo municípios de cor socialista. Nós vamos a todo o lado, não é como o PS que nunca sai à rua e quando sai é em clima favorável, e mesmo assim ninguém sabe quem é o cabeça de lista. A nós isso não acontece, vamos a todo o lado”, declarou.

A comitiva social-democrata terminou o dia de campanha nas ruas do centro de Barcelos.