Paulo Rangel acusa o Governo de “negligência e incúria” na execução dos planos previstos para a reflorestação do pinhal de Leiria. Desde o incêndio de outubro de 2015 que esses planos não saíram da gaveta. O cabeça de lista do PSD recorda que “a situação do pinhal de Leiria é catastrófica, ardeu basicamente 86% de toda a massa florestal”.

Durante uma visita a uma zona de mata localizada no concelho da Marinha Grande, município onde arderam 10 mil hectares, Paulo Rangel encontrou-se com o comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande. “Apesar de haver um plano do Instituto para a Conservação da Natureza, esses planos não estão minimamente no terreno. Mais uma vez é um problema típico dos governos do PS: há previsão, mas não há execução”, criticou.

O eurodeputado quis esta terça-feira deixar “mais um sinal de alerta aos portugueses”, depois de no dia 14 de maio, na Lousã, ter denunciado as falhas nos meios de combate aos incêndios, nomeadamente a limitação dos meios aéreos operacionais. “Na própria prevenção no médio prazo – para verem que não estamos apenas a trabalhar para as eleições – também aqui existe uma negligência, uma incúria, uma omissão, uma passividade, uma inércia do Governo, que é altamente censurável, altamente criticável, extremamente negativa”, apontou.

Paulo Rangel defende que “em democracia não há temas tabu”, pelo que todos os assuntos que interessam a Portugal devem ser debatidos nesta campanha. “Ou alguém faz a denúncia e consegue algum resultado e alerta a opinião pública, ou estamos todos calados a aplaudir o Governo e depois assistimos às tragédias”, afirmou.

O candidato do PSD referiu-se ainda às propostas do PSD para o setor e que constam do manifesto eleitoral, nomeadamente a “Missão Floresta”, que visa libertar fundos que possam ajudar a recompor a floresta em toda a Europa. “Tem exatamente como desígnio trazer uma visão europeia para o assunto do ordenamento florestal, que diz muito a Portugal”, explicou.

De acordo com o manifesto eleitoral do PSD, a silvicultura e a valorização e ordenamento das florestas, no seguimento da “Nova Estratégia da União Europeia para as Florestas e o Setor Florestal”, devem saber aproveitar as verbas do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), que têm sido largamente desperdiçadas pelo Executivo.