No último almoço-comício da campanha para as eleições europeias, que juntou 800 pessoas esta sexta-feira, em Vila Verde, Paulo Rangel defendeu que no dia 26 de maio “há uma alternativa, uma escolha positiva” a fazer. O eurodeputado diz que é preciso fazer uma avaliação nacional da política do Governo, acrescentando que esta é uma oportunidade para “desmentir e desautorizar António Costa”. “Vamos também dizer ao António Costa que não aceitamos a política do PS, que não vamos no canto da sereia. Contas certas com políticas erradas não nos levam a lado nenhum”, afirmou, reiterando as críticas de que a governação está baseada em “impostos máximos e serviços públicos mínimos”.

O cabeça de lista do PSD afirma que “há uma mordaça no PS”. “Ainda ontem [quinta-feira] nós vimos que tentaram silenciar, e silenciaram, Francisco Assis, que foi a Matosinhos, mas ficou calado impávido e sereno, porque eles não o deixaram falar, apesar de ser o ‘número um’ da lista europeia anterior. Porque há uma mordaça no PS para toda a gente: só fala uma pessoa e essa pessoa é António Costa”, apontou.

Antes, o também candidato e presidente da distrital de Braga do PSD, José Manuel Fernandes, agradeceu a mobilização em Vila Verde. “Deixem-me cumprimentar os que não sendo sociais-democratas estão aqui. Já cumprimentei hoje socialistas e pessoas do CDS-PP. Esta é uma candidatura que vai para além dos limites da social-democracia”, expressou.

Investir “sem paralelo” na área da investigação e tratamento do cancro

Durante uma visita, esta sexta-feira de manhã, ao Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), uma instituição da Universidade do Porto que agrega 13 plataformas científicas, Paulo Rangel reafirmou a criação de um plano de luta contra o cancro e que “tenha o mesmo impacto que tem, por exemplo, um programa espacial”. “O PSD, juntamente com o PPE [Partido Popular Europeu], tem um plano global de luta contra o cancro como uma das suas bandeiras principais eleitorais. O objetivo é criar um investimento sem igual e sem paralelo na área da investigação e tratamento do cancro e sobretudo na ligação entre o conhecimento e o tratamento clínico”, disse.

O eurodeputado destacou o trabalho deste instituto, assim como do Instituto Português de Oncologia do Porto, e explicou que escolheu iniciar o último dia de campanha para as eleições de domingo nesta instituição para “mostrar o quão importante são para o PSD a ciência e a inovação”. “Viemos debater e apresentar o nosso plano [de luta contra o cancro] e também viemos recolher informação”, afirmou o eurodeputado que, ao longo da visita, ouviu o diretor do i3S, Mário Barbosa, enumerar as necessidades do centro.

Paulo Rangel enalteceu o contributo dos eurodeputados do PSD para reforçar as verbas destinadas à ciência. “Temos lá [na União Europeia] o José Manuel Fernandes que tem muita influência na discussão dos orçamentos. É importante que os eurodeputados conheçam as necessidades dos institutos e instituições como estas”, referiu.