O cabeça de lista do PSD nas eleições para o Parlamento Europeu esteve esta quarta-feira de manhã na Fundação Champalimaud em Lisboa. O objetivo da iniciativa foi sinalizar o papel que o PSD atribui à Ciência e à Inovação como “alavancas” para “o desenvolvimento da Europa” e a melhoria da qualidade de vida dos europeus, e que implicam, desde logo, o reforço de investimento nos programas de investigação.

Em concreto, Paulo Rangel apresentou à administração da Fundação Champalimaud as propostas que o PSD defende para colocar o conhecimento científico e a investigação na agenda das políticas europeias, nomeadamente na eliminação progressiva das doenças oncológicas, através de um Plano Europeu de luta contra o Cancro. “Fazer a ligação entre a investigação fundamental e o tratamento clínico. A Fundação Champalimaud é, no panorama nacional, um exemplo da tentativa de aplicação da investigação básica ao tratamento clínico dos doentes”, afirmou. A ambição nesta área, explicou Paulo Rangel, é “reduzir para metade” o impacto desta doença à escala europeia na próxima década.

O eurodeputado comentou ainda o nervosismo dos socialistas nestes três primeiros dias de campanha eleitoral. “Faço uma recomendação, dou um conselho ao doutor António Costa. Para se combater a abstenção é preciso serenidade e elevação”, disse.

Paulo Rangel insiste que ainda que “não é claro” se Pedro Marques “quer ser deputado europeu”. “Se reparar nas respostas, são sempre ambíguas, nunca são claras”, observou. Mais consensual, explicou o cabeça de lista do PSD, é que Pedro Marques, enquanto ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas], “deixou tudo por fazer”. “Sabemos que é assim na ferrovia, que é assim no Aeroporto do Montijo, sabemos que é assim nos fundos europeus, sabemos que é assim na execução dos fundos europeus”, elencou.