Todos nós, sociais-democratas, temos grandes responsabilidades nestas eleições: as responsabilidades de votar, de não dar nada por ganho nem perdido e de dizer que não, que nós não estamos satisfeitos com o que aconteceu nos últimos quatro anos em Portugal.

Nós não queremos mais quatro anos de carga fiscal recorde, de investimento quase zero, de cativações que deveriam envergonhar qualquer social-democrata nos hospitais, nas escolas e nas forças de segurança e de empregos mal pagos, criados essencialmente a reboque do crescimento turístico, enquanto se abdicou de qualquer espécie de modelo económico estruturado para o futuro do país.

É a minha missão e a de todos nós na lista do PSD lutar por melhorar a qualidade de vida das pessoas. É nossa missão dar-lhes os serviços públicos de qualidade que os seus impostos justificam e assumir o desafio da transição energética, num tempo de emergência climática. É nossa missão defender um modelo económico capaz de gerar melhores empregos, os empregos para os quais os nossos jovens estudam e se preparam, em sectores capazes de gerar valor acrescentado e, naturalmente, muito melhor remunerados.

Temos muitas propostas para Aveiro, que convido as pessoas a descobrirem e analisarem no nosso programa. Destaco aqui algumas linhas essenciais.

Na educação e a sua articulação com o mundo do trabalho, precisamos de reabilitar muitas escolas do Distrito e construir outras de raiz. Defendemos o reforço do investimento no ensino superior, nomeadamente para apoio à investigação e à inovação. Queremos aproximar as empresas e a Universidade de Aveiro, os institutos politécnicos e os centros tecnológicos do Distrito, em particular na aplicação dos resultados da investigação académica.

Na saúde, defendemos o alargamento da rede de cuidados continuados e paliativos, a construção e reabilitação de unidades de cuidados primários, a reabilitação e ampliação do Hospital de Aveiro e da urgência do Hospital de Santa Maria da Feira e a reabertura das urgências básicas encerradas em vários hospitais do Distrito.

No Governo ou na Assembleia da República, lutaremos pela construção das ligações rodoviárias, ferroviárias e portuárias ao resto do país prometidas há tanto tempo e sucessivamente adiadas como é o caso das ligações à rede de autoestradas, aos portos de Aveiro, Leixões e Salamanca e ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Defendemos também a reabilitação e beneficiação da linha ferroviária do Norte e da linha do Vale do Vouga e a sua ligação à linha do Norte. Estas infraestruturas são fundamentais à qualidade de vida das populações e à competitividade da economia.

Defendemos o apoio à internacionalização das empresas, a redução progressiva do IRC em quatro pontos percentuais ao longo da Legislatura, um quadro de incentivos à instalação de empresas no interior do Distrito, a recuperação da aposta nos clusters e a atração de empresas de base tecnológica.

Finalmente, queremos colocar o Distrito de Aveiro no mapa do turismo nacional, mas numa lógica de ligação à cultura, às tradições e associações da região, ao turismo de natureza e à conservação do ambiente.

Dizem que é um momento difícil para os partidos tradicionais, para a direita em particular, e acena-se já com o fantasma de uma nova recessão no horizonte. Eu aprendi com as gentes da minha terra que é nas alturas difíceis que se vê o valor das pessoas.

Dia 6 de outubro, precisamos de todos. Por Aveiro, por Portugal e pelos valores da social-democracia.

Ana Miguel dos Santos
Cabeça de lista do PSD pelo círculo de Aveiro