Segundo afirmou Miguel Morgado, o Partido Social Democrata surgiu com o objetivo de “ser uma alternativa permanente ao projeto das esquerdas: tanto à esquerda totalitária, como à esquerda socialista democrática”. O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD falava esta quarta-feira no âmbito da Universidade Verão 2017, a decorrer em Castelo de Vide até domingo.

Destacou que “ser social-democrata, hoje em Portugal, requer uma qualidade importante: a da coragem cívica”. Justificou-se denunciado que “nos querem condicionar”. “Querem que o PSD se torne uma espécie de satélite do PS, querem inibir a nossa capacidade de nos definirmos no plano dos nossos princípios”, explicou. “Há uma tentativa de condicionamento da nossa liberdade inteletual. A geringonça faz o possível para o transmitir, mas isso é uma treta. Devemos tratá-la assim e mantermo-nos fiéis aos nossos princípios”, disse ainda.

O social-democrata acusou o PS de procurar “ocupar todas as posições de poder, não só no espaço das suas nomeações políticas, mas também em todas as posições de poder no Estado e na sociedade portuguesa”. Acrescentou que “a vocação do PS no poder é sempre para o exercício hegemónico do poder e, depois, fazer um apelo a uma torrente aparentemente imparável de propaganda”.

Salientou, por isso, que os social-democratas devem ter “orgulho” por terem exercido uma governação marcadamente diferente da que existe atualmente. Defendeu, ainda, que quando o PSD voltar ao governo deve “fazer os possíveis e impossíveis para não imitar” quem hoje governa.

 

Universidade de Verão 2017 | Programa de 01 de setembro


  • Pelas 10h00, Paulo Rangel participa no painel “Portugal e o futuro da Europa”.
  • Pelas 14h30, António Louro e Marco Martins lideram o painel “Incêndios: porque é que Portugal arde tanto?”
  • Depois da reunião dos grupos de trabalho, o jantar-conferência está a cargo de Catarina Albuquerque, pelas 20h00