Mónica Quintela criticou, uma vez mais, o atraso do governo na transposição de diretivas europeias, apesar deste propalar que quer combater a criminalidade económico-financeira.

No debate de duas diretivas com vista à revisão e aperfeiçoamento das leis de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, a deputada lembrou que, em 2017, após a avaliação do Grupo de Ação Financeira, em consonância com as críticas que o PSD tem feito à falta de investimento do Governo no Sistema de Justiça, este Grupo considerou absolutamente prioritária a necessidade de reforço de meios técnicos e humanos aptos a desenvolver uma estratégia de análise e combate à criminalidade de “colarinho branco”.

Mónica Quintela lembrou que este tipo de criminalidade é cada vez mais sofisticada, que a revolução digital é um terreno fértil para o seu crescimento e que hoje há todo um novo mercado financeiro, com moedas e ativos virtuais a imporem especial atenção num espaço de interação global. “Isto para dizer que as leis são muito importantes, mas só servem se tivermos os meios necessários para as implementar”, frisou a parlamentar.