José Silvano reafirmou esta quarta-feira, no Parlamento, que o “principal desígnio” do PSD é trabalhar para Rui Rio ser “o próximo Primeiro-Ministro” de Portugal e, desta forma, serem concretizadas as duas reformas estruturais que o País tanto clama e que implicam o “diálogo entre partidos”, pois são “questões de regime”: as reformas da justiça e do sistema político.

Numa declaração política na Assembleia da República a propósito do 38.º Congresso do PSD, realizado no passado fim de semana, o Secretário-geral referiu que “foi aprovada, por uma ampla maioria, a estratégia política do PSD para os próximos dois anos, cujo principal desígnio é preparar o caminho para ganhar as próximas eleições legislativas e tornar o Presidente do Partido, Rui Rio, o próximo Primeiro-Ministro de Portugal”.

Nesse quadro, o PSD irá trabalhar “fortemente” nas regionais dos Açores, este ano, e nas autárquicas de 2021. A marca do PSD será, segundo o também deputado, o “reformismo”. “O PSD sempre foi ao longo da sua história um Partido Reformista. A sociedade de hoje, vive em plenas transformações, e exige mais mudanças e adaptações e com elas profundas reformas”, apontou.

José Silvano destacou que o PSD “esteve e continuará a estar disponível para encontrar pontos de entendimento com os outros partidos e com a sociedade em geral”, quer para imprimir mais transparência, verdade e eficácia ao sistema político, acabando com “os sintomas de enquistamento e descredibilização do sistema atual” e numa aproximação dos eleitores aos eleitos, quer para reformar o sistema de justiça, resolvendo a “morosidade das decisões e da devassa do segredo de justiça, da opacidade do seu funcionamento, mas também que não deixe de olhar” para as condições débeis que afetam os agentes judiciais”.

Já na fase de respostas políticas, José Silvano explicou que o PSD se situa no “espaço do centro, que é verdadeiramente social-democrata”, aquele que “principalmente os portugueses escolhem”. “Não tenha dúvidas que, dentro de pouco tempo, os portugueses que escolhem o centro e têm votado no PS facilmente votarão no PSD”, declarou.

Sobre as propostas do PSD para a saúde e a educação, o deputado diz que a questão não se coloca do ponto de vista ideológico, porque, para o PSD, as respostas devem ser asseguradas pelo setor público, pelo que aquilo que os “portugueses querem” é verem resolvidos os seus problemas.