Continuar a trabalhar pela coesão social e territorial foi o mote de José Manuel Fernandes nas apresentações do livro “Pela Nossa Terra –2019”, que decorreram este fim-de-semana em Vila Nova de Cerveira e Vila Real. O eurodeputado do PSD reiterou o seu “compromisso de proximidade”, uma causa pela qual se bateu “de forma intensa e inquestionável” no seu trabalho no Parlamento Europeu.

“Por minha iniciativa, tenho feito questão de disseminar o objetivo da coesão económica, social e territorial em todos processos, programas e regulamentos europeus”, explicou José Manuel Fernandes, elencando o trabalho que desenvolveu como deputado ao Parlamento Europeu: “Fi-lo nos orçamentos anuais da União Europeia, no Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027, no Plano Juncker e até no futuro plano de investimentos InvestEU”.

Reveja algumas das causas do eurodeputado José Manuel Fernandes.

 

Cabeça de lista do PS insiste “na mentira”

José Manuel Fernandes, que é coordenador do PPE na comissão dos orçamentos e negociador do Programa InvestEU, sublinhou a iniciativa para incluir uma norma para o equilíbrio geográfico e para a constituição de uma plataforma de aconselhamento capaz de ajudar regiões mais pobres a captar melhor os recursos disponíveis. E criticou que o cabeça de lista do PS “tenha voltado a insistir na mentira” em que afirma que PSD e o próprio José Manuel Fernandes tenham votado contra a inclusão do objetivo convergência no InvestEU, “ainda para mais quando, em Portugal, o Governo PS é cada vez mais centralista, prejudicando as regiões mais pobres”. O Programa InvestEU pretende mobilizar entre 650 a 700 mil milhões de euros em investimentos no período 2021-2027.

José Manuel Fernandes acusou ainda Pedro Marques de deturpar o ranking que avalia o trabalho dos eurodeputados, avaliado pela plataforma independente ‘MEP Ranking’, usando apenas um de 12 critérios para tentar desvalorizar “o papel extremamente influente” de Paulo Rangel no Parlamento Europeu. “Curiosamente”, continuou, José Manuel Fernandes é apresentado como o eurodeputado mais produtivo e Paulo Rangel um dos que recolhem melhor avaliação. “O mesmo acontece com duas eurodeputadas, Ana Gomes e Maria João Rodrigues, que ficaram fora das listas do PS”, notou ainda.

O eurodeputado do PSD apontou que “já são mentiras a mais” as de um cabeça de lista do PS “que se dedica a produzir fake news”. Assim, “não vale a pena legislar contra informações falsas”, avançou, acrescentando que “é como na teia de nomeações familiares na estrutura governativa: à falta de ética, não há lei que resista”.