André Coelho Lima considera que o período de Estado de Emergência ficou marcado por um conjunto de matérias em que “o Governo não andou bem”. “Refiro-me ao lay-off e aos atrasos nos pagamentos da segurança social, ao incumprimento sucessivo de prazos fornecidos pelo próprio governo, às linhas Covid-19 em que o dinheiro não está a chegar à economia, à garantia pública nos seguros de crédito que ainda não chegou às empresas”.

Contudo, André Coelho Lima considera que o que mais marcou este período de Estado de Emergência foi o perdão de penas. “Um perdão de penas em que o governo se sujeitou ao ridículo de libertar 1853 reclusos sem qualquer argumento relacionado com o Covid-19, assistindo depois ao um veto de gaveta presidencial”.

O deputado confrontou o Governo com notícias que dão conta de crimes cometidos por reclusos que foram libertados e questionou como pensa o executivo proceder com os que, entretanto, forem detidos por crimes menores.

Na análise do relatório que termina um período histórico no nosso país, um mês e meio em que estivemos em Estado de Emergência pela primeira vez em democracia, o Vice-Presidente do PSD afirmou que apesar de ainda estarmos em Estado de Calamidade “o governo parece que acelerou rapidamente para o desconfinamento político, ocupando o espaço público e mediático com questões menores, com preocupações político-eleitorais, esquecendo que há ainda muitos portugueses a passar por muitas dificuldades, que há muita gente que perdeu todo e que há muita gente que perdeu quase tudo”.