Rui Rio revelou que o grupo parlamentar do PSD dará liberdade de voto aos 79 deputados na votação dos diplomas sobre a eutanásia. O Presidente do PSD entende que cada parlamentar deve votar de acordo com a sua “consciência”. “Se a sua consciência dita o sim, deve votar sim. Se a sua consciência dita o não, deve votar não, independentemente do que os outros possam pensar. Isto é que é verdadeiramente a liberdade. E se se quiser abster porque tem dúvidas, também se pode abster. Isto é que é verdadeiramente a liberdade. Por isso, eu tinha dito outro dia que não é relevante como os outros pensam, assim como não deve ser relevante como os outros pensam”, afirmou.

Rui Rio sublinha que este é um “excelente exemplo”, “no exercício de uma liberdade suprema”, que o PSD dá ao País, ao permitir que cada parlamentar social-democrata proceda de acordo com a sua convicção pessoal.

Sobre a realização de um referendo, Rui Rio diz que a consulta popular “não está em cima da mesa”. “O referendo não está em cima da mesa. O que está em cima da mesa é uma votação no dia 20, não há por onde fugir, não foi o PSD que a forçou. Se me perguntar a mim. Todos sabem a minha posição, sou tendencialmente para o sim. Digo tendencialmente porque não voto qualquer diploma e de qualquer maneira. Gostaria de ter um diploma em que pudesse votar sim e me revisse”, acrescentou.

O líder do PSD está convencido de que “muitas das pessoas que estão a pedir o referendo, verdadeiramente, não querem o referendo”, porque se o quisessem, “já o tinham pedido há um ano”. “Na verdade, o que está em causa não é o referendo, é, ganhando o ‘sim’, então querem um referendo”, ressalvou.

O Presidente do PSD frisa ainda que é agora altura de “estudar” cada um dos cinco diplomas que vão ser submetidos a votação no Parlamento. “Agora temos uma votação no dia 20, depois a especialidade e a votação final global. Depois de tudo isso acontecer logo se verá quem ganha e o que a sociedade quer”, explicou.