A comunicação social local tem denunciado insistentemente a existência de focos de poluição em vários cursos de água da rede hidrográfica do rio Tejo, no distrito de Castelo Branco. Os deputados do PSD acabam de dirigir uma pergunta ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, sobre as ações que o Governo português pretende desenvolver para remover a presença anormal de uma quantidade massiva de plantas aquáticas invasoras numa extensão de vários quilómetros no troço internacional do rio Tejo e nos seus afluentes, na ribeira do Aravil e nos rios Ponsul e Zêzere.

Cláudia André, deputada do PSD eleita pelo distrito de Castelo Branco, exige a rápida intervenção do Executivo, nomeadamente pede medidas para “minimizar ou evitar o ‘contágio’ do problema identificado a poucos quilómetros a montante da fronteira espanhola, em Garrovillas de Alconétar, Cáceres”.

De acordo com a imprensa local, portuguesa e espanhola, as plantas invasoras “Azolla” estão a desenvolver-se nas águas dos rios Ponsul, Aravil e Tejo. “O crescimento exacerbado desta planta invasora provoca a morte das espécies que se encontram sob o manto desenvolvido pelo processo de eutrofização das águas”, alerta a deputada.

Recorde-se que, nos arredores da cidade de Garrovillas de Alconétar, em Cáceres, a planta tomou proporções devastadoras e o fenómeno está fora de controlo pela falta de ação na fase inicial do surto.

Sobre o rio Ponsul, a deputada do PSD salienta que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assumiu o compromisso de realizar “uma intervenção para remoção mecânica destas plantas aquáticas e tem previstas ações de reabilitação da galeria ribeirinha, no sentido de reduzir o ‘input’ de nutrientes para o curso de água”.

“Considerando que a eutrofização das águas é resultado da poluição das mesmas e considerando as imagens denunciadas pela população e pela comunicação social sobre a poluição das águas dos rios Aravil, Ponsul e afluentes do Zêzere, é urgente a ação sobre as águas nascidas no interior do nosso território mas vitais para todo o país, no caso da rede hidrográfica do Tejo, fundamental para a cidade de Lisboa pelo abastecimento de água potável e pela manutenção da região agrícola de todo ribatejo”, sublinham os deputados social-democratas.

O PSD pergunta:

  1. O Governo tem conhecimento do desenvolvimento da planta invasora “Azolla” e dos fenómenos de eutrofização que estão a ocorrer no rio Ponsul?
  2. O Governo tem conhecimento do desenvolvimento da planta invasora “Azolla” e dos fenómenos de eutrofização que estão a ocorrer no rio Aravil?
  3. O Governo tem conhecimento de fenómenos de poluição dos afluentes e das águas do rio Zêzere?
  4. Em caso afirmativo, que ações já desenvolveu para resolver os fenómenos acima citados?
  5. Que medidas o governo português tomou para minimizar ou evitar o “contágio” do problema identificado a poucos quilómetros a montante da fronteira espanhola, em Garrovillas de Alconétar, Cáceres.
  6. Qual a data em que será realizada a intervenção para remoção mecânica da “Azolla”, no Ponsul, citada pela APA?