Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Vila Real alertam para a falta de anestesistas e de outros profissionais das especialidades cirúrgicas nas Unidades de Chaves do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), situação que poderá levar ao encerramento dos blocos operatórios de Chaves e de Lamego.

Numa pergunta enviada esta segunda-feira à ministra da Saúde, os deputados social-democratas mostram-se “preocupados com a redução da atividade clínica dos blocos operatórios”. “Várias cirurgias foram adiadas, algumas delas do foro oncológico”, denunciam os deputados.

O PSD sublinha que, além da falta de anestesistas, é “urgente a remodelação do bloco operatório previsto para 2017” na Unidade de Chaves.

“Neste momento, para além da falta de anestesistas, os profissionais das especialidades cirúrgicas encontram-se desmotivados, o que poderá levar à saída destes. A saída de profissionais poderá condicionar a viabilidade da urgência médico-cirúrgica em Chaves e poderá comprometer o funcionamento das especialidades cirúrgicas em todas as Unidades”, referem.

Recorde-se que, em dezembro do ano passado, os deputados do PSD questionaram também a ministra da Saúde sobre a falta de equipamentos que impedem, por exemplo, a realização de mamografias no Hospital de Chaves.

As perguntas dos deputados do PSD

  1. A falta de anestesistas é um problema conhecido do CHTMAD, o que leva esta Unidade a ter de recorrer a empresas prestadoras de serviços. Sendo um problema conhecido, o que é que o Ministério da Saúde pondera efetuar para fixar anestesistas nas Unidades do CHTMAD?
  2. Se não se faz, se não se produz; é esse um argumento a usar para limitar a produtividade do Bloco Operatório de Chaves e ponderar o encerramento?
  3. Tendo em conta a falta de anestesistas, especialmente nos Blocos Operatórios de Chaves e Lamego, o CHTMAD pondera o sue encerramento?