Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Braga tomaram conhecimento de que o serviço noturno de ultrassonografia do Hospital de Braga se encontra inoperacional, pelo que “nem sempre os utentes reúnem os requisitos para efetuar uma TAC”.

Numa pergunta à ministra da Saúde, esta terça-feira, os deputados sublinham que “a ausência do serviço noturno de ultrassonografia é de extrema gravidade e mesmo perigosa do ponto de vista da proteção da saúde, já que a supressão do mesmo diminui a qualidade e rapidez da resposta a um número elevado de utentes, agravado pelo facto dos hospitais privados também não disporem daquele serviço noturno e de fim de semana”.

Para o PSD, esta situação é tanto mais grave já que “são inúmeras as pessoas, que em situação de pandemia, têm receios acrescidos em se dirigirem ao hospital, nomeadamente ao serviço de urgências, aumentando, assim, ainda mais as suas fragilidades”.

Os deputados sustentam que “as ecografias são inócuas nas doses utilizadas em diagnóstico, de grande acessibilidade, com grande valor na relação custo/benefício, sem desconforto ou efeito nocivo para o paciente e permite detetar lesões focais ou difusas em órgãos como o fígado, pâncreas, baço, rins, próstata, mama e tiroide, entre outras”.

Consideram, por isso, “inadmissível que o Hospital de Braga não possua o referido serviço noturno, menos de um ano depois da passagem do Hospital de Braga para o modelo EPE”. “A aparente degradação da qualidade do serviço nesta sua nova gestão, contrasta com a qualidade dos serviços prestados às populações minhotas enquanto a gestão assentava numa parceria público-privada, que foram sempre de excelência e reconhecidos nos rankings da saúde. Acresce que é duvidoso que a mudança de gestão tenha proporcionado ganhos para o erário público”, referem.

O Hospital de Braga é um hospital de central e de referência na região, que serve uma população superior a 1,2 milhões de habitantes e recebe doentes dos hospitais de Viana do Castelo, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

O PSD pergunta:

  1. Confirma o Governo a não realização noturna do exame complementar de ultrassonografia e, em caso afirmativo, quais as razões para essa decisão?
  2. Reconhece o Governo que o impacto da covid-19 leva a que inúmeras pessoas evitem o recurso aos serviços de urgência, que só o fazem em último recurso, pelo que, os serviços de urgência de qualidade, com os meios de diagnósticos complementares necessários e menos inócuos, se tornam ainda mais imprescindíveis?