Durante uma visita à Cooperativa Agrícola do Távora (CoopTávora) em Moimenta da Beira, esta quinta-feira, o cabeça de lista do PSD às eleições europeias comprometeu-se a defender o “interior esquecido”. Paulo Rangel enalteceu a “coragem e a alma” das gentes da região entre o Douro e o Dão. “Grande parte de Portugal tem sido esquecido e tem sido discriminado”, afirmou Paulo Rangel, exaltando a “força de vontade e a coragem para contrariar o que é hostil e adverso” e criar riqueza para as Terras do Demo, como chamou Aquilino Ribeiro às serras da Beira Alta interior, na região vinícola Távora-Varosa, entre o Douro e o Dão.

Paulo Rangel assegura que o “compromisso com o interior” terá como impulsionador no Parlamento Europeu, o candidato do PSD, Álvaro Amaro, que ficará com a responsabilidade do “desenvolvimento regional e dos territórios de baixa densidade” e que estão a sofrer “os efeitos da desertificação”.

O presidente da CoopTávora, que é hoje a maior empregadora da região, desejou a Paulo Rangel “boa sorte” para conseguir que, “seja em Bruxelas, seja em Portugal, não se cale e que diga o que vai sentindo em prol dos desfavorecidos, dos que no Interior, trabalham”.

Paulo Rangel retribuiu as palavras de encorajamento, que “caem sempre bem”, e assentiu que o PSD tem tido “uma preocupação constante com os territórios do Interior”, manifestando ainda “uma grande admiração pelas pessoas” das terras onde as “adversidades são muitas e que estão a lutar contra isso”.

Paulo Rangel admitiu o “gosto” que teve “em ver o entusiasmo” de João Silva “por esta simples visita”, que demonstram, disse, “além do entusiasmo, também a alma”. “Com a maçã não sei bem, mas para o vinho sei muito bem que é preciso ter alma”, expressou Paulo Rangel, que provou o espumante da cooperativa e fez um “brinde triplo”: “aos trabalhadores da instituição, à União Europeia e a uma vitória nas eleições Europeias no dia 26 de maio”.

Na visita à parte de conservação da maçã, Paulo Rangel ouviu as explicações técnicas do processo, que é quase todo automatizado: “as maçãs só são tocadas por mãos humanas duas vezes, na apanha e na embalagem”, explicou João Silva.

Paulo Rangel: o PSD rejeita quaisquer “cortes nos fundos de coesão”

Em Sernancelhe, Paulo Rangel anunciou que um governo do PSD rejeitará quaisquer “cortes nos fundos de coesão”, exercendo o direito de veto se for necessário. “Há uma coisa que posso garantir, connosco não vai haver cortes no fundo de coesão, isso não vai haver, porque nós exerceremos o veto se for caso disso”, afirmou.

O cabeça de lista do PSD opõe-se à proposta da Comissão Europeia e aceite pelo Governo português que prevê cortes para os fundos de coesão (1600 milhões de euros) e para a agricultura (1700 milhões de euros), totalizando uma perda de 3.300 milhões de euros. “São vocês os primeiros prejudicados com as negociações que foram feitas em Bruxelas e nós nunca vamos aceitar isso, nunca vamos aceitar esses cortes”, assegurou, numa intervenção centrada sobretudo no interior.

Num almoço perante 600 pessoas, Paulo Rangel criticou Pedro Marques, acusando-o de aceitar uma redução nos fundos e de ter cortado abonos de família em 2010, quando era secretário de Estado da Segurança Social. “Acham que um mau ministro pode alguma vez ser um bom deputado? Claro que não, Pedro Marques nunca poderá ser bom deputado porque foi um mau ministro, ministro dos cortes que não se interessa pelo interior nem pela coesão”, disse.

“É por isso que, no dia 26 de maio, nós temos de ir votar a favor do PSD, porque é um partido que é amigo da coesão do território, mas também para castigar, para penalizar, para censurar o PS porque é um Governo que não tem dó nem piedade com o interior”, sublinhou.

Paulo Rangel mostrou-se “impressionado e sensibilizado” perante uma plateia de centenas de pessoas no interior “num dia de semana ao almoço” e disse sair de Sernancelhe “com ânimo e energia” para uma vitória nas próximas eleições.

No almoço, além dos candidatos Lídia Pereira, Álvaro Amaro, marcou presença o Secretário-geral do PSD, José Silvano.