No programa “Almoços Grátis”, da TSF, esta quarta-feira, David Justino faz uma “leitura completamente diferente” do relatório PISA 2018 (“Programme for International Student Assessment”), referente à avaliação do desempenho e das competências dos alunos. O vice-Presidente do PSD considera que Portugal regrediu em determinados pontos, como revela a recente avaliação da OCDE.

David Justino diz que Portugal obteve resultados insatisfatórios. Na leitura, “perdemos seis pontos” (492 pontos em 2018, quando Portugal teve 498 em 2015); em ciência, “também piorámos nove” pontos (492 em 2018, contra 501 em 2015), em matemática, “mantivemos”.

“Quem é que pode ficar satisfeito com estes resultados? Ninguém. Nós divergimos após, praticamente, 15 anos de progresso e de convergência”, acusa David Justino.

O antigo ministro da Educação e atual presidente do CEN interpreta os resultados do PISA 2018 como um afastamento em relação à média da OCDE. “A média na OCDE são os 500 pontos. Em 2015, ainda estávamos ligeiramente abaixo da média da OCDE. Se na ciência e na leitura baixámos, ficámos mais afastados da média da OCDE”, assinala.

David Justino conclui que “tem de haver seriedade como se analisam estas coisas”, não distorcendo conclusões, ao ponto de declarar que são os alunos das famílias mais pobres que obtiveram os piores resultados. “Isso não é verdade. Ainda por cima transformou-se a coisa entre ricos e pobres. (…) Há uma coisa que, na verdade, o estudo da OCDE é revelador: as desigualdades entre os melhores e os piores aumentaram em relação a 2015”, sublinha.