O PSD vai manter-se focado em “ser parte da solução e não oposição” ao Governo no tempo crítico da pandemia de Covid-19 que Portugal atravessa. Rui Rio tem estado a trabalhar a partir de casa, no Porto, e estará no Parlamento, assim como deslocar-se-á a Lisboa sempre que a situação o justificar.

José Silvano, secretário-geral do PSD, explicou, esta segunda-feira, que o contacto entre os membros da Comissão Permanente tem sido constante, por telefone, email e “WhatsApp” e até já foi preparada uma forma rápida de todos se reunirem por videoconferência, quando for necessário. “Todos da Comissão Permanente estamos prontos para, por solicitação do Presidente, poder reunir em qualquer momento e em qualquer local. Até agora, ainda não fizemos nenhuma reunião, mas estamos preparados”, informou.

Integra a Comissão Permanente, Rui Rio (neste caso na dupla condição de Presidente e líder parlamentar), os vice-presidentes André Coelho Lima, David Justino, Isabel Meirelles, Isaura Morais, Nuno Morais Sarmento e Salvador Malheiro, e o secretário-geral José Silvano.

Além disso, existe um outro grupo de “WhatsApp” para acompanhar, através dos deputados do PSD dos vários pontos do País, a situação a nível distrital e local, e o presidente do PSD “continua a ouvir especialistas” sobre o surto, acrescentou José Silvano.

Sobre a linha de atuação PSD, o secretário-geral do PSD reafirma que a posição do PSD é aquela que o Presidente definiu no debate parlamentar que antecedeu a declaração do estado de emergência: o PSD apoiará o Governo no combate à pandemia e que, neste momento do País, o “PSD não é oposição, é colaboração”.

“Enquanto a curva continuar a subir em número de infetados e de vítimas mortais, em primeiro lugar está a saúde dos portugueses, aqui nunca seremos oposição, estaremos sempre disponíveis a ajudar para que a curva diminua. Não seremos oposição, seremos sempre solução e levamos isto à risca”, reiterou Silvano.

Com a sede nacional encerrada, mas com os colaboradores em teletrabalho, são várias as prioridades do PSD que estão adiadas, nomeadamente a preparação das eleições autárquicas do próximo ano, depois de ter sido criada a Comissão Autárquica e a realização de um Encontro Nacional de Autarcas.

“Queríamos até outubro ter concluída a parte inicial da preparação, que passava por reuniões e visitas às concelhias, antes de escolher eventuais candidatos, mas com esta situação ficou tudo suspenso”, afirmou.

Por enquanto, toda a comunicação do PSD tem estado centrada na Covid-19, por exemplo através de perguntas específicas de deputados a membros do Governo sobre situações, como a do repatriamento dos portugueses no estrangeiro ou a recente exoneração do diretor do Hospital das Forças Armadas.